(imagem retirada da net)

 

 

A primeira revelação que o bebé tem do nosso mundo tem a ver com tudo o que a mãe faz.

É a partir do comportamento da mãe que o bebé começa a construir o seu conhecimento e a experiência de tudo o que é humano: a presença humana, os rostos e as vozes, as suas formas, expressões, significado dos comportamentos, a relação entre o seu comportamento e o de outra pessoa.

As pessoas adultas (principalmente a mãe) para além de fazerem coisas diferentes quando estão ao pé de bebés, também o fazem de outra forma. Um exemplo disso é a “conversa de bebé”.

No entanto, essa “conversa de bebé” faz parte de um “retrato” mais vasto: grande parte do comportamento social da mãe com o bebé é utilizado em função do bebé.

A mãe altera a expressão facial, o modo como fala, os sons que emite, os movimentos corporais e os ritmos das suas reacções.

Estas acções da mãe perante o bebé são considerados fora do normal e até bizarros se fossem usados com outra pessoa sem ser o bebé. São comportamentos maternais, que são solicitados pelo bebé.

As pessoas que cuidam de bebés manifestam este tipo de reacções naturalmente e quase inconscientemente, de acordo com o que elas são ou de acordo com o seu bebé.

A maior parte dos comportamentos que a mãe tem são um aspecto normal e necessário da parte da biologia humana, mais precisamente à maternidade.

 Expressões faciais:

•        As expressões utilizadas por quem cuida de crianças tendem a ser exageradas no espaço e no tempo. São exemplos disso a expressão de fingida surpresa e a careta.

•        O exagero no espaço consiste no facto de se usarem partes do rosto na sua posição mais exagerada.

•        O exagero no tempo consiste no facto de se manter a mesma expressão por um período de tempo bastante acentuado.

 

 Três das expressões de grande importância no repertório de expressões faciais solicitadas por bebés são:

•        O sorriso;

•        A expressão de preocupação;

•        A expressão de simpatia;

•        Estas combinam elementos de fingida surpresa com a careta, e a “expressão” de um rosto inexpressivo, que embora não seja utilizada apenas com bebés, é importante na situação solicitada pelo bebé.

 

In: Apontamentos de Psicologia

 

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publicado por olharovazio às 21:44