Sinceridade – a reunião pertence sobretudo aos pais, mas também ao educador. Diga o que pensa, as ideias do educador são importantes mas têm o mesmo valor que as ideias dos pais, isto é, à partida e, para que o diálogo resulte, todas as ideias são importantes.

Ouvir cuidadosamente – procure compreender os pais, mesmo que discorde do que estão a dizer, procure compreender quais os motivos que os levam a fazer determinada afirmação.

Não interrompa – embora seja o técnico não monopolize a reunião, os pais têm sempre coisas interessantes a dizer.

Não deixe monopolizar – existem pais com tendência a monopolizar as reuniões, encontre estratégias para que isso não aconteça. Implique todo o grupo, encaminhe a discussão para coisas que têm realmente interesse, se a discussão esmorecer “provoque” de modo a despertar o interesse.

Não fuja da discussão – não fique calado, apático ou indiferente, se não entender alguma coisa pergunte. Formule as suas ideias e esteja aberto às dúvidas dos outros.

Se discordar de alguma coisa diga – faça-o com naturalidade, sem ênfase, com bom humor.

Não adie observações – fale logo que sentir a necessidade de esclarecer algum ponto.

Generalize os casos – elabore o seu discursos de modo a não particularizar factos que se tenham passado com as crianças, não nomeie nenhuma em particular.

Favoreça a participação – chame, de modo surreptício, ao diálogo os pais que por razões várias menos participam.

Não escolha para si um lugar de destaque – evite falar de pé de preferência misture-se com os pais.

Estruture o espaço de modo a facilitar o diálogo – o modo como dispõe o espaço pode favorecer ou coarctar o diálogo.

Tenha em atenção o código linguístico – tenha em atenção o nível sócio-cultural dos pais. Não se demita do seu papel de técnico mas também não se esqueça de “desmontar” certos termos ou conceitos.

 

In Trabalho "Relação Escola/Família"

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:46