Aldeia dos Pequeninos

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Sexta-feira, 28 / 01 / 11

Transtorno obsessivo-compulsivo na infância

Todos nós temos uma espécie de rituais que nos permitem aliviar o stress, minimizar os medos e até facilitar o quotidiano. Com as crianças acontece a mesma coisa, sendo isso normal por um determinado período de tempo. No entanto, as "manias" que persistem ou são reforçadas podem interferir na vida normal da criança e passarem a ser obsessões.

Segundo os especialistas, as obsessões são ideias ou pensamentos repetitivos, que torturam e não são desejados, surgindo insistentemente e de forma incontrolável na mente da criança, provocando-lhe um temor persistente e um alto grau de ansiedade. São comportamentos que podem manifestar-se em qualquer idade. São sintomas normais, que tendem a desaparecer após um breve período de tempo e estão associados ao desenvolvimento normal da criança, à sua necessidade de auto-afirmação e à sua formação como indivíduo.

Os comportamentos mais frequentes nas crianças são:

  • Comportamentos repetitivos ao deitar-se ou na hora de vestir.
  • Lavar-se muitas vezes.
  • Necessidade de ouvir sempre as mesmas histórias na hora de dormir (ajudando-as a controlar os medos, ansiedades e compreender melhor o seu mundo)
  • Na escola podem ter rituais quando brincam, fazem desporto ou fazem trabalhos em equipa. Fazer colecção de bonecos, carros, etc, o que poderá vir a ser um hábito saudável.

Pode afirmar-se que as crianças têm um transtorno quando essas manias, obsessões ocupam tanto do seu tempo que se tornam impedimento no curso dos seus dias e interferem significativamente nas suas actividades diárias. Deste modo, é necessário estar atento pois, no caso das crianças,  muitas das brincadeiras que podem ser consideradas normais podem tratar-se dos primeiros sintomas:

  • É normal, quando aprendem a contar, contarem tudo o que lhes aparece. No entanto, se gastarem demasiado tempo a contar e recontar, em busca da exactidão, podem estar a ser obsessivas.
  • Crianças com comportamentos obsessivos não distinguem a obsessão das brincadeiras. Brincam sem se divertirem, sempre com seriedade.
  • Lava as mãos 20 a 30 vezes por dia.
  • Apresenta dermatite ou outras lesões que podem ser resultado de lavagens frequentes.
  • Tem um comportamento muito lento e moroso, ou problemas para preparar-se para ir para a escola ou para realizar outras actividades.

Tratamento

Na medicina, o tratamento do Transtorno obsessivo compulsivo mais efectivo e recomendável resulta de uma combinação de terapia psicológica e medicamentos. O tratamento psicológico auxilia a criança a identificar e a compreender os seus medos, aprendendo também novas formas de resolvê-los ou minimizá-los, aliviando a ansiedade que eles provocavam e que a levavam à compulsão. Ajuda também a criança e a família a criarem regras e a efectuarem acordos com o objectivo de limitar ou mudar comportamentos.

Os medicamentos usados para tratar esta perturbação são inibidores selectivos da reabsorção da serotonina, servindo apenas como paliativo dos pensamentos obsessivos, diminuindo as condutas obsessivas. Este tipo de tratamento será usado apenas como último recurso.

 

Como minimizar o problema

Pais e educadores podem ajudar muito a minimizar a ansiedade e os medos das crianças, ajudando-as a reduzir os comportamentos compulsivos. Sendo assim:

  • Converse calmamente com a criança. Descubra os seus medos e a razão de estar ansiosa.
  • Explique de forma clara, simples e objectiva como ela deve confiar em si mesma, após realizar uma vez um determinado comportamento que a tranquiliza, e que não é preciso repeti-lo. Ao repetir, de forma calma e segura, explique novamente. Faça isso quantas vezes forem precisas, pois a criança procura acalmar-se com essas repetições.
  • Nunca critique ou ridicularize a sua forma de agir.
  • Estimule a aprendizagem de coisas novas.
  • Trabalhe com ela a respiração. Faça Yoga. Respirar correctamente é uma das melhores formas de combater a ansiedade.
  • Lembre-se, a criança precisa de si para conseguir superar esta fase. Esteja presente, com calma e serenidade.

 

In: Coisas de Criança

sinto-me:
publicado por olharovazio às 20:32
Segunda-feira, 24 / 01 / 11

O jogo e a criança

Existe uma estreita ligação entre o jogo, a criança e o que o teatro lhe oferece. Na verdade, para ela, o jogo (ou a representação) é:

 

  1. Uma necessidade que contribuí para o seu desenvolvimento físico, para uma melhoria do seu desempenho motor, e para o conhecimento que deve ter das suas próprias possibilidades físicas e do seu esquema corporal.
  2. Um meio de expressão que favorece o desenvolvimento intelectual e cultural (saberes, desenvolvimento crítico) e a definição das estruturas mentais.
  3. Um prazer que facilita o desenvolvimento social, as relações interindividuais, a sociabilidade, a partilha, a dissipação do egocentrismo.
  4. Uma motivação que permite o seu desenvolvimento afectivo, a formação e a afirmação de si (o conhecimento da sua própria sensibilidade e da dos outros).

O jogo dramático capaz de proporcionar estes quatro factores corresponde, assim, a uma efectiva educação da criança, na medida em que lhe ensina:

 

  • O espaço e os espaços: o nosso espaço quotidiano e os que se inscrevem fora do nosso quotidiano.
  • O conhecimento do seu próprio corpo: fazendo com que ele se torne o instrumento pelo qual passará toda a criatividade.
  • A trabalhar o seu imaginário
  • A escutar, a aceitar "criar o vazio" em si e à sua volta, a aprender a estar atento para que se possa escutar a si e aos outros.
  • O rigor, porque são eliminadas as ideias feitas de que a arte nasce da dor ou da fantasia.
  • A exprimir o vivido e a desenvolver a sensibilidade. A aceitar e a partilhar as emoções.
  • O colectivo. Aceitar que no grupo cada indivíduo possa exprimir-se tal qual é, deixando os outros exprimir-se tal como são e, a partir disso, procurar realizar uma expressão comum.
  • A partilha. Dar e receber como actos de alegria e amor.
  • A humildade. Todos são iguais perante o acto teatral, porque no teatro não há boa ou má pessoa.
  • A arriscar. Porque o teatro não é uma pedagogia do modelo, mas um trabalho de criação que se inscreve na proposta concreta e no risco.

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:05
Quarta-feira, 19 / 01 / 11

Como desenvolver os conceitos espaciais no bebé

À medida que se vai desenvolvendo, o bebé observa tudo o que se passa à sua volta e constrói relações espaciais. Sabe-se que actualmente esse desenvolvimento se processa a um ritmo bastante superior ao que acontecia à umas décadas. Para além dos maiores cuidados com a higiene e a saúde, há uma  mais rápida apropriação pelo bebé do espaço à sua volta. Na verdade, antigamente, ele passava grande parte do tempo deitado na cama, com um ângulo de visão muito limitado. Com a evolução das últimas décadas, passou a ser transportado em cadeiras semi-reclinadas que lhe proporcionam uma visão muito mais ampla do espaço que o rodeia, o que contribuí para um desenvolvimento mais rápido. Nos primeiros 18 meses de vida existe apenas um espaço prático, que está directamente ligado à acção do bebé, e sendo assim, existirão tantos espaços quantas as brincadeiras que o bebé realiza. O bebé ignora que faz parte desse espaço, pois o espaço é uma propriedade da acção. A visão é, durante os primeiros meses de vida, o grande instrumento de construção dos conceitos, sendo através desse sentido que o bebé percepciona o mundo e se apropria do espaço. Assim, é essencial estimularmos as capacidades visuais do bebé colocando no seu campo de visão objectos atractivos.

 

 

Progressivamente, à medida que a criança toma consciência do seu corpo e começa a coordenar os movimentos do olho com a mão. Inicia a coordenação dos diferentes espaços (visual, táctil, gustativo) até constituir um espaço único. Vai reconhecendo as suas próprias posições e deslocamentos no espaço (posição sentada, andar, correr, saltar, etc) e vai tendo uma noção mais adequada do espaço que a rodeia.

É fundamental que a criança possa explorar materiais que a ajudem a aumentar o conhecimento acerca do seu próprio corpo: estruturas de trepar, escorregas, baloiços.

Por volta dos dois anos de idade a criança já se reconhece enquanto objecto no espaço e já representa o espaço mentalmente, construíndo a noção de objecto permanente: a criança compreende que os objectos continuam a existir mesmo quando estão longe do alcance da sua visão (procura um objecto escondido).

 

 

Por volta dos três anos, a criança já domina o espaço próximo. Já se orienta no espaço e conhece os locais que têm uma relação afectiva para ela. Só que este domínio é unicamente sobre o espaço agido, a criança ainda não interiorizou a representação do espaço (é capaz de ir da sala à cozinha deitar um papel no lixo, mas se lhe perguntarmos qual a divisão contígua aquela onde está não é capaz de responder).

 

In: Coisas de Criança

publicado por olharovazio às 20:29
Domingo, 16 / 01 / 11

A importância da educação em ciências nos primeiros anos

 

Desde cedo, as actividades das crianças estão recheadas de ciência. Por exemplo, quando uma criança puxa ou empurra um baloiço, quando chuta uma bola com mais ou menos força, quando desce o escorrega, entre outras.

As aprendizagens que a criança efectua nestas circunstâncias decorrem principalmente da acção, da manipulação que faz dos objectos que tem à sua disposição, o que faz com que sejam do tipo causa/efeito. Isto é, através da sua interacção com os objectos a criança aprende que "se fizer isto acontece aquilo" e , desta forma, "para acontecer certa coisa tem de se fazer assim".

Inicialmente, através do seu brincar e, posteriormente, de forma mais sistematizada quando acompanhada pelo adulto, a criança vai estruturando a sua curiosidade e o desejo de saber mais sobre o mundo que a rodeia. Estão, assim, criadas as condições para dar início a pequenas investigações, as quais se pretendem gradualmente mais complexas.

Ora, é durante as observações que realiza que desenvolve, acompanhada ou de forma autónoma, que começa a formar as suas próprias ideias sobre fenómenos que a rodeiam, sejam eles naturais ou induzidos. Por exemplo, a criança pode questionar-se por que razão nuns dias chove e noutros faz sol, porque é que a Lua não cai para a Terra, porque é que os barcos tão grandes e pesados flutuam no mar e uma pedra vai ao fundo.

 

Sobre estas e muitas outras situações as crianças constroem explicações, que muitas vezes não correspondem ao conhecimento científico actual, mas que têm lógica para si. Frequentemente tais ideias permanecem durante muito tempo e tornam-se "verdadeiras explicações" para a criança, mais tarde jovem e adulto, pelo que há que as tornar ponto de partida para novas aprendizagens, desafiando as crianças a tomarem consciência dessas ideias, confrontando-as com outras, num processo conducente à sua (des) construção.

Estudos realizados, sobretudo nas últimas duas décadas, têm permitido sistematizar os processos de aprendizagem de ciências de crianças pequenas e reforçar a sua necessidade desde cedo e de forma intencional já em idade pré-escolar (Harlen, 2006; deBóo, 2000) assumindo-se a educação em ciências como promotora da literacia científica.

 

In: Despertar para a Ciência: actividades dos 3 aos 6

sinto-me:
publicado por olharovazio às 20:34
Quinta-feira, 13 / 01 / 11

Estratégias para facilitar a integração da criança na creche

 

  1. Convide os pais a entrarem na sala e a estarem presentes sempre que seja possível. Desta forma, sentir-se-ão mais confiantes e poderão observar e até participar nas actividades e nas rotinas da sala. Mantenha um diálogo saudável com a família.
  2. Reúna o máximo de informação sobre os hábitos do bebé e, sempre que possível, reproduza esses cuidados, procurando manter a sua rotina.
  3. Peça fotografias da família, plastifique-as e mostre-as ao respectivo bebé, falando sobre os diversos membros à medida que verbaliza sentimentos positivos indutores de segurança emocional.
  4. Procure estabelecer uma relação individual afectivamente forte com cada bebé, de modo a que cada um sinta o espaço da sala como seu. Uma saudável adaptação à creche permite ao bebé desenvolver todas as suas capacidades com harmonia.

 

In: Coisas de Criança

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:02
Segunda-feira, 10 / 01 / 11

O teatro e a criança

 

A criança e a sua percepção do mundo: o teatro e a realidade

 

A criança capta a realidade como um mundo onde tudo se confunde, como um mundo à sua imagem, pois é incapaz de ir para além do seu ponto de vista. Ao contrário do adulto, tem dificuldade em "desligar-se" do seu meio, quando fala só fala acerca da sua pessoa. A criança é, portanto, egocêntrica porque, numa fase inicial, vive o seu meio biologicamente, afectivamente, mas não o conhece realmente. Por isso, o teatro vai auxiliá-la na tomada de consciência de si própria, fazendo-a viver, descobrir, conhecer e dominar o mundo exterior.

A criança não distingue a aparência da realidade, o seu realismo intelectual é tal qual ela o imagina, ao invés de ser tal como o vê. O seu realismo perceptivo torna-a ainda pouco capacitada para distinguir o real do imaginário. Através da representação teatral, a criança tomará consciência desta diferença (real/imaginário). Num momento de expressão dramática, o imaginário será real, mesmo sendo apenas durante aquele período de tempo, o que vai de certo modo de encontro ao tipo de percepção real/imaginário da criança: quando represento o papel de Cinderela, sou a Cinderela.

A criança tomará consciência do retorno à realidade, por isso sofrerá uma evolução psicológica: depois do momento teatral, ao deixar de ser a CInderela ou o princípe.

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-escola

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:32
Quinta-feira, 06 / 01 / 11

Como ajudar as crianças a brincar

As crianças precisam de atravessar diversos estágios na aprendizagem do brincar em conjunto, antes de serem capazes de aproveitar as brincadeiras de grupo. Mesmo depois de ter ganho confiança em brincar com outras crianças, a criança gostará, às vezes, de voltar a brincar sozinha ou apenas na presença de amigos, sem colaboração de alguma parte.

Podemos identificar diferentes tipos de brincadeiras sob o ponto de vista da participação social, cada um deles implicando num maior envolvimento entre as crianças e uma maior capacidade de estas se relacionarem e comunicarem com os outros.

 

 

 

Brincadeiras solitárias

Brincar pode prender totalmente a atenção da criança. Há muito que explorar no mundo: forma, textura (áspero, liso, escorregadio), consistência (duro, macio), cor, gosto. Tudo deve ser explorado, sentido, cheirado, experimentado. No início do brincar, "brincar" significa isso, e a presença de outra criança não oferece nenhum interesse. Absorvida nas próprias actividades, separada de outras crianças, a criança brinca com coisas diferentes. Fá-lo frequentemente, silenciosamente e, às vezes, fala consigo mesma.

 


Brincadeiras em paralelo... Brincar na presença do outro

Antes de mostrar interesse nas brincadeiras de outras crianças, a criança que está a brincar sozinha vai querer passar boa parte do tempo a brincar ao lado dos seus novos amiguinhos, sem fazer esforço para estabelecer contacto. Contentar-se-á em brincar ao lado de outras crianças, “em paralelo” e absorver-se-á na sua própria actividade. No máximo defenderá seus brinquedos. A fala não é geralmente dirigida a ninguém em particular. Até é possível que as crianças brinquem em silêncio.

 

Observar brincadeiras

Uma modificação muito grande acontece quando a criança passa a mostrar interesse nas actividades de outras crianças. No início, tal interesse parecerá bastante passivo, e bastante tempo será gasto, simplesmente, na observação das brincadeiras. Pode notar-se, porém, que esse comportamento será bem diferente de uma olhadela sem compromisso, pois a criança estará obviamente envolvida, muito absorvida na sua observação. Não há conversas entre elas.

 

 

Juntar-se à brincadeira... Brincar com os outros elementos do próprio grupo

Os primeiros movimentos para se juntar às brincadeiras de um grupo podem tanto se tranquilos quanto tempestuosos; isto depende do grupo em questão e da criança que pretende juntar-se. Seja como for, os relacionamentos no interior do grupo tendem a formar-se rapidamente, talvez cessar com a mesma rapidez e, frequentemente, refazer-se minutos depois.

Existem dois tipos característicos de brincadeiras nessa fase:
O primeiro envolve fazer o que todos estão a fazer, apenas para não ser diferente, ou talvez como um meio de tornar-se um membro do grupo. É o que pode acontecer, por exemplo, quando um pequeno grupo de crianças estão a correr juntas, gritando qualquer coisa.
O segundo surge quando membros do grupo estão engajados numa mesma actividade, como, por exemplo, desenhar ou montar um quebra-cabeças em volta de uma mesa, tendo, porém, como principal interesse conversar entre si.

O assunto da conversa pode afastar-se completamente da actividade que estiver a ser desenvolvida e incluir a troca de informações sobre os pais, os acontecimentos especiais como aniversários e passeios. A acividade em si pode ser mencionada na conversa, mas novamente ocorrerá numa situação mais ampla, relacionada com o que as crianças gostam ou não gostam, ou sobre o que cada uma está a fazer.

 


Brincadeiras cooperativas

Em dado momento, o interesse do grupo desvia-se da troca de ideias para o jogo no qual está envolvido. Na brincadeira cooperativa, é muito importante pertencer ao grupo. A criança tem um lugar definido, bastante diferente daquele decorrente da actividade individual que caracteriza as brincadeiras solitárias ou em paralelo, e diferente até da simples socialização peculiar ao processo de se juntar a um grupo (cooperação simples). Brincadeiras cooperativas podem ser, simplesmente, a actividade conjunta de montar objectos com peças de encaixe, ou fazer castelos de areia. A criança toma parte em actividades partilhadas, fazendo as mesmas coisas, divide brinquedos, espera a sua vez, trabalha com os outros. A conversa decorre principalmente em torno da própria actividade.

Cooperação complexa

Nesse tipo de brincadeira as crianças assumem papéis, esperam a vez, e toda a actividade depende mais do desempenho conjunto do grupo.
A criança brinca ao "faz-de-conta", assume um papel e representa-o. Participa também em jogos com regras complexas. Certas brincadeiras, como imitar o pai e a mãe, por exemplo, podem durar vários dias ou semanas, com graus variáveis de elaboração e com interrupções causadas por outros interesses. A conversa gira principalmente em torno dos papéis representados.

À medida que cresce, a criança vai incluindo mais tipos de brincadeiras nas suas actividades. Assim, aos dois anos ela não é capaz de brincar cooperativamente, mas aos quatro já consegue. Quando é mais crescida ela, ocasionalmente, brinca sozinha ou em paralelo.

As brincadeiras sociais vão desenvolvendo-se na proporção em que a criança descobre como comunicar com as outras, usando a palavra. De um modo geral somente aos dois anos, ela começa a interessar-se em observar outras crianças enquanto brincam, e até tentar brincar com elas. Mas estas crianças são sempre suas rivais, e quando encontra problemas, procura a mãe. Aos três anos ela começa a brincar mais com outras crianças, fica feliz em ser aceite num grupo. A partir dos quatro anos, a criança participa em jogos de "faz-de-conta", brinca de forma cooperativa simples, em paralelo, solitária. Nessa idade a criança gosta de todos os tipos de actividade.

Observando as brincadeiras das crianças, vamos notar o desenvolvimento e as mudanças dos seus interesses e dos padrões do seu relacionamento social. Uma tal compreensão tem a vantagem adicional de ajudar bastante na vida com uma criança pequena. Por exemplo, sabemos que, uma festa de aniversário com muitas crianças de dois anos de idade não será, jamais, um sucesso. Já aos três anos, enquanto algumas crianças estão prontas para participar de brincadeiras de grupo, outras ainda se encontram no estágio solitário ou em paralelo.

Quando as crianças estão doentes ou se sentem inseguras, as suas brincadeiras regridem a fases anteriores e elas passam a brincar da forma como o faziam há seis meses ou há um ano atrás. Isto é de se esperar e devemos tomar providências para satisfazer as necessidades da criança.

A maior parte das crianças que brinca sozinha, leva mais tempo para atravessar os diversos estágios de aprender a brincar em grupo. Nunca devemos forçar uma criança a participar de brincadeiras em grupo se ela não quiser; é perfeitamente possível que ela não saiba como o fazer, por ainda não estar preparada.

Como podemos ajudar a criança brincar

À medida que a criança cresce ela vai aprendendo várias brincadeiras, começa a gostar de brincar com outras crianças, e não perde a necessidade e nem o interesse como acontecia em estágios anteriores.

A melhor maneira de ajudar a criança a aprender a brincar é respeitarmos o seu próprio ritmo, ajudá-la e encorajá-la, se necessário. Se a criança tem a oportunidade de brincar com outras crianças da mesma idade, a maioria delas aprende; antes dos cinco anos, saberá dividir, compartilhar e conviver bem em grupos. Devemos proporcionar à criança muitas oportunidades de atravessar os diversos estágios de aprendizagem. Além disso, é importante ter ideia do que fazer durante as actividades das crianças, para tornar as coisas mais fáceis para todas elas.

Assim, os adultos podem desempenhar várias funções:

  • Dar apoio.
  • Escolher o momento certo para ajudar a criança a retirar-se da brincadeira, quando sentir que ela está insegura.
  • Assegurar sempre que a criança está pronta para novas experiências, deixando que ela se manifeste.
  • Dar ideias: sugerir novas actividades, e estar sempre preparado a ter ideias rejeitadas, quando as crianças estão determinadas e seguem outro rumo.
  • Estimular conversas: às vezes a conversa decorre naturalmente da brincadeira, desviando a atenção da criança do aqui e agora.
  • Dar conselhos: julgar cuidadosamente quando a criança será capaz de aprender com a experiência, ou se será melhor intervir.
  • Actuar como juiz: avaliar situações, intervir para resolver ou evitar atritos.
  • Tomar parte na brincadeira: aceitar qualquer papel que lhe seja atribuído.
  • Ajudar uma criança em dificuldades quando alguma tarefa está além das suas capacidades.

    Nunca devemos esquecer que brincar é altamente importante na vida da criança; primeiro por ser uma actividade pela qual ela já se interessa naturalmente e, segundo, porque desenvolve a sua percepção, a sua inteligência, a sua tendência para a experimentação e os seus instintos sociais.

  •  

    In: Educação TE

    sinto-me:
    publicado por olharovazio às 23:37
    Segunda-feira, 03 / 01 / 11

    Métodos de transição para o momento do conto

     

    Para que esta rotina seja agradável e obtenha bons resultados, torna-se necessário "preparar" as crianças para esse momento.

    Aqui vão algumas formas de realizar a transição para o momento do conto sem que a rotina sofra uma "quebra", uma vez que é algo que se quer consistente e bem articulado.

     

    1. "Que bom! Uma história de encantar! Shiu! Silêncio, a história vai começar..."
    2. "Limpa um ouvido, limpa o outro ouvido, fecha a boquinha, abre bem os olhos e ouve com atenção, a história que eu vou contar!" (com gestos)

     

    Espero que alguma delas vos seja útil.

    sinto-me:
    publicado por olharovazio às 18:49
    Domingo, 02 / 01 / 11

    Gripe

     

     

     

     

    Definição:


    Infecção viral altamente contagiosa

     

    Incidência:
    Todos as idades, = ♂e♀
    Mais frequente em crianças
    Novembro --> Abril

     

    Etiologia (causas):
    Vírus Influenza

     

    Como se transmite:
    Transmissão por via aérea, pessoa - pessoa
    - partículas virais nas gotículas respiratórias
    disseminadas pela tosse ou espirro


    Contagiosidade:
    1 dia antes dos sintomas --> remissão dos sintomas
    Surtos / Epidemia

     

    Sinais e Sintomas:
    - Febre

    - Astenia

    - Otalgia (dor de ouvidos)
    - Arrepios de frio

    - Tontura

    - Fraqueza
    - Cefaleias

    - Tosse

    - Vómitos
    - Mialgias(dores musculares)

    - Odinofagia(dor de garganta)

    - Náuseas
    - Anorexia (falta de apetite)

    - Rinorreia ("nariz a pingar")

    - Diarreia


    Prevenção:
    Vacina da Gripe (cobertura de apenas alguns vírus)
    Vacina inactivada, Intramuscular, actualização anual
    Setembro – meados de Novembro
    menos 80% de infecções por Gripe
    Em gripes por vírus não cobertos pela vacina
    diminuição da intensidade da sintomatologia

     

    Sobre a vacina da gripe:

     

    Em 2007/2008
    …a DGS recomenda a vacinação aos seguintes grupos populacionais:
    - Pessoas com alto risco de desenvolver complicações pós-infecção gripal
    - Idade igual ou superior a 65 anos, particularmente se residentes em lares ou outras
    instituições;
    - Residentes ou internados por períodos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de
    saúde (por exemplo, deficientes, utentes de centros de reabilitação), com mais de 6 meses;
    - Grávidas que, em Outubro, estejam no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, para
    protecção da mãe durante a gravidez e para proteger os bebés durante os primeiros meses de
    vida;
    - Doentes com idade superior a 6 meses que apresentem doenças crónicas cardiovasculares,
    pulmonares, renais, hepáticas, hematológicas, metabólicas, neuromusculares ou imunitárias.
    - Pessoas com probabilidade acrescida de transmitir o vírus aos grupos acima referidos
    - Pessoal dos serviços de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados e com contacto
    directo com esses grupos de pessoas;
    - Coabitantes de crianças com menos de 6 meses de idade e risco elevado de desenvolver
    complicações.
    - Profissionais que possam vir a estar envolvidos em operações de abate sanitário de aves potencialmente
    infectadas com vírus da gripe aviária.

     

     

    Complicações:
    - Pneumonia
    - outras complicações fatais


    Outras Medidas de Prevenção:
    - Lavagem das mãos, especialmente após assoar
    - Tapar o nariz e boca ao espirrar e tossir
    - Não partilhar louça, talheres, toalhas
    - Não manipular lenços de outras pessoas
    -Evicção escolar durante a gripe


    Tratamento:
    - Raramente necessitam de tratamento especifíco
    - Hidratação oral
    - Repouso
    - Paracetamol, Ibuprofeno
    - Vestir em camadas (alternância de frio e calor)
    - Crianças com doenças crónicas --> Gripe com critérios de gravidade --> Antiviral, Internamento

     

    In: Apontamentos de Saúde Infantil

    sinto-me:
    publicado por olharovazio às 18:33
    "A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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