Aldeia dos Pequeninos

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Terça-feira, 29 / 03 / 11

Um amigo especial

Era uma vez um menino chamado Miguel, que gostava muito de passear pelo campo. Costumava sair de casa a seguir ao almoço e só voltava após o pôr do sol. Havia sempre algo divertido para se fazer: apanhar flores, observar os animais e até molhar os pés num pequeno lago que ali existia.

Até que num belo dia...

Durante um destes passeios, O Miguel encontrou uma coisa fantástica: um cãozinho!

Pôde vislumbrar por entre a erva o pêlo branco com manchas castanhas e uns olhos escuros que o observavam com receio.

 

- Um cãozinho! Que bom! Agora já tenho uma companhia para brincar!

 

Ficou encantado com aquela descoberta. Pegou no seu novo amigo ao colo e correu para casa. Tinha de perguntar ao pai e á mãe se podia ficar com ele. Entrou de rompante na cozinha e chamou:

 

- Mãe! Pai! Venham ver o que eu encontrei!

 

- Mas que pressa é essa? O que é que se passa? - perguntou a mãe.

 

- Estava lá fora a brincar e encontrei-o. - respondeu o Miguel, mostrando o cão. - Posso ficar com ele? Por favor... - pediu ele.

 

Os pais olharam um para o outro durante um momento.

 

- Bem...acho que não deve haver problema...mas tens de tratar muito bem dele. - respondeu o pai.

 

- Obrigado! Fico tão feliz! Vou lá para foram brincar mais um bocado até à hora do jantar, pode ser? - perguntou o Miguel.

 

- Pode, mas tem cuidado e volta assim que começar a escurecer. - recomendou a mãe.

 

- Sim mãe, não te preocupes. - respondeu o Miguel.

 

Saiu de casa e foi brincar com o Pintas, assim se passou a chamar o cãozinho. A partir desse dia, o Miguel e o Pintas começaram a partilhar muitas aventuras.

sinto-me:
publicado por olharovazio às 20:34
Quarta-feira, 23 / 03 / 11

Sete necessidades irredutíveis da infância

 

  1. Toda a criança precisa de um ambiente seguro e protegido que inclua pelo menos uma relação estável, previsível, reconfortante e protectora com uma pessoa adulta, não necessariamente um dos pais, que estabeleça um compromisso pessoal a longo prazo com o bem-estar diário da criança e que tenha os meios, o tempo e as qualidades pessoais para o realizar.
  2. Relações consistentes que promovam o desenvolvimento com algumas pessoas que lhe prestam cuidados, incluindo o educador responsável, desde cedo e durante a infância, são os marcos fundamentais para a competência emocional e intelectual, permitindo que a criança estabeleça um elo de conexão profundo que se desenvolve num sentido de humanismo partilhado e, em última análise, de empatia e compaixão. As relações com os pais e a equipa de educadores do infantário têm de ter esta estabilidade e consistência.
  3. Necessidade de interacções ricas, progressivas. As crianças não conseguem desenvolver um sentido da sua própria intencionalidade ou das fronteiras entre o mundo interno e o externo sem trocas íntimas com pessoas que elas conhecem bem e em quem confiam profundamente.
  4. Cada criança e família precisa de um ambiente que permita que ambas progridam através dos estádios de desenvolvimento com um estilo próprio, ao seu próprio ritmo.
  5. As crianças necessitam de oportunidades de experimentação, de procura de soluções, de riscos e até de falhanços em tarefas que tentaram realizar. A partir da experimentação de diversas abordagens, da procura de novos aliados e da avaliação de todas as opções, emergem a perseverança e a auto-confiança necessárias para ter sucesso em qualquer esforço empreendedor.
  6. As crianças precisam de limites estruturados e claros. Aprendem a construir pontes entre os seus pensamentos e os seus sentimentos quando o seu mundo é previsível e respondente.
  7. As famílias precisam de vizinhanças e de comunidades estáveis. Os cuidados apropriados, consistentes e profundamente envolventes de que a criança necessita para progredir através dos níveis de desenvolvimento exigem adultos que são maduros, empáticos e emocionalmente acessíveis. 

In: Educação de bebés em infantários

sinto-me:
publicado por olharovazio às 22:12
Domingo, 13 / 03 / 11

Brincar com papel

 

Experiências feitas com papel:

Nos grupos de crianças mais novas, estas actividades devem ser feitas em pequeno grupo.

 

Porquê trabalhar com papel?

  • Uma das razões é o facto de ser usado por toda a gente e estar em tudo à nossa volta. Pode ainda ser utilizado de muitas maneiras, em duas ou três dimensões.
  • Pode ser pintado com lápis, pastel de óleo, guache, digitinta, pincéis, etc.
  • Podem-se colar nele folhas. outro tipo de papel, areia, lã, etc.
  • Segundo o High Scope, deve-se disponibilizar muito papel para as crianças o explorarem e usarem como quiserem.
  • Existem vários tipos de papel, como por exemplo: jornais, papel kraft (designado mais vulgarmente por papel crepe), vidrado, papel de fotocópia, papel de cenário e papel de tecido.

 

Explorar as três dimensões do papel:

  • Começar pelos papéis brancos e mais fáceis.
  • Fazer dobragens e fazer actividades onde se possa utilizar este material.
  • Com o papel crepe pode-se fazer uma actividade ao ar livre: deixá-lo esvoaçar com o vento, enrolá-lo, fazer actividades com cores. Este papel dá ainda para elaborar "lápis" para pintar com água: enrolar pedaços de papel, molhá-los levemente e passar em cima de uma folha branca.
  • Colar papel em caixas de cartão.

 

Estratégias para se trabalhar com papel:

  • Dar às crianças uma grande variedade de papel, começando com um papel branco e mais leve, passando depois para papéis mais pesados e coloridos.
  • Apresentar experiências em sequência, começando com materiais mais simples e passar gradualmente para os mais complexos.
  • Encorajar a dobrar, cortar e amachucar antes de realizarem actividades mais difíceis.
  • Falar sobre os vários tipos de papel existente.
  • Planear experiências no exterior e falar das cores, texturas e desafiar as crianças para tentarem encontrar materiais semelhantes no seu dia-a-dia.
  • Levar as crianças a centros de reciclagem ou a locais onde fazem papel.
  • Encorajar as crianças, elogiando-as e fazendo com que gostem dos seus trabalhos.
sinto-me:
publicado por olharovazio às 15:40
Terça-feira, 08 / 03 / 11

Orientações Curriculares no Jardim de Infância

 

No que diz respeito às orientações curriculares para a fase pré-escolar, este documento defende:

  • O desenvolvimento e a aprendizagem como vertentes indissociáveis.
  • O reconhecimento da criança como sujeito do processo educativo (partir do que a criança já sabe e valorizar os seus saberes, como fundamento de novas aprendizagens).
  • A construção articulada do saber, o que implica que as diferentes áreas a contemplar não deverão ser vistas como compartimentos estanques, mas abordadas de uma forma globalizante e integrada.
  • A exigência de resposta a todas as crianças, o que pressupõe uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, em que cada criança beneficia do processo educativo desenvolvido com o grupo.
sinto-me:
publicado por olharovazio às 15:22
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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