Aldeia dos Pequeninos

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Sexta-feira, 28 / 10 / 11

O gosto das bruxas

Era uma vez uma menina que estava presa na torre mais alta de um castelo.
Ela era um princesa, mas não lhe valia de nada, porque perdera os seus pais e o reino, numa guerra que o dono do castelo, já se vê, é que ganhara.
Ainda era o tempo das fadas. Por isso a menina disse, para que as paredes ouvissem:
— Se uma fada me salvasse, fosse boa, má ou assim-assim, eu repartia a meias com ela o tesouro do meu perdido reino, que só eu sei onde está enterrado.
As paredes toda a gente diz que têm ouvidos. Estas ouviram, passaram palavra e daí a nada uma velha fada apareceu na sala.
— Vou dar volta à tua vida — disse a fada.
— És uma fada boa? — perguntou a menina.
— Nem por isso — respondeu a fada.
Era uma fada assim-assim e para provar que não era das melhores, mas também não era das piores, impôs, à partida, uma condição. Salvava a menina, mas, antes, ela tinha de adivinhar-lhe o nome. E avisou logo que não tinha um nome muito mimoso.
— Serafina — disse a menina.
Nem pensar. Não era Serafina nem Leopoldina nem Marcolina. Nem Eufrásia nem Tomásia. Nem Quitéria nem Pulquéria. Nem Aniceta nem Eustáquia nem Teodósia nem Venância nem Bonifácia nem Gregória. Nem sequer Capitolina.
A princesa esgotou os nomes mais esquisitos que conhecia. E a fada sempre com a cabeça a dizer que não. Até que propôs o seguinte negócio:
— Salvo-te, mesmo que não descubras o meu nome, mas fico com o tesouro só para mim. Todinho!
A menina concordou. Não tinha outro remédio. Vai daí a fada pronunciou umas palavras mágicas e ela e a princesa atravessaram as paredes da prisão.
Uma vez em liberdade, a princesa ensinou o local onde estava escondido o tesouro e pronto, a história acaba aqui.
E o nome da fada-bruxa?
Também a menina quis saber.
— Chamo-me Joaninha — respondeu a fada-bruxa, baixando os olhos, envergonhada.
— Mas Joaninha é um nome bonito — estranhou a princesa.
— Eu não acho — disse ela. — Gostava mais de ser Virgolina Zebedeia.
Vá lá a gente entender o gosto das bruxas.

 

António Torrado

www.historiadodia.pt

sinto-me:
publicado por olharovazio às 12:14
Domingo, 16 / 10 / 11

Dia Mundial da Alimentação

Uma vez que hoje se comemora o Dia Mundial da Alimentação, por que não "desafiar" as nossas crianças a preparar umas bolachinhas saborosas?

 

 

Bolachinhas:

 

500g de farinha

250g de açúcar

2 ovos

uma tigela de café com leite

essência de baunilha, canela ou outro sabor á escolha

 

Misturem os ingredientes e preparem a massa em conjunto com as crianças. Em seguida trabalhem a massa com os dedos, uma coisa que as crianças adoram, precisando esta de ficar um pouco pegajosa.

Deixar repousar a massa durante uma hora antes de ser modelada. Quando chegar a altura, distribuir uma pequena bola por cada criança e pedir que a achatem sobre uma superficie polvilhada de farinha, para que possam depois cortar as bolachinhas com a ajuda das formas (podem fazer de diversas formas)

Uma coisa a ter em atenção é evitar os pormenores mais elaborados, pois podem quebrar durante a cozedura. Podem enfeitar com frutos secos, chocolate, etc.

Devem ser cozidas durante 15 a 20 minutos em forno médio. Depois é só deixar arrefecer e provar!

 

Nota: Se preferirem uma opção mais saudável, podem sempre elaborar uma salada de frutas bem colorida. Certamente as crianças também irão gostar de contribuir.

sinto-me:
publicado por olharovazio às 15:14
Domingo, 09 / 10 / 11

Aplicações Educativas da TIC em sala de aula

 

(...)Para além dos programas utilizados com mais frequência pelos adultos, tais como o Word, o Paint, o Powerpoint, e que são também úteis e adequados para serem utilizados pelas crianças, mesmo as que frequentam a educação pré-escolar, faz parte da função do educador seleccionar alguns programas, com carácter educativo e que possam ser usados pelas crianças.

Com efeito, a selecção dos programas educativos é da maior importância. Vários autores, tais como Davis & Shade (1994), Haugland & Wright (1997) e Ramos (2005) destacaram que a qualidade do software utilizado é determinante no que diz respeito ao desenvolvimento de experiências de aprendizagem adequadas sendo, contudo, uma tarefa com particular dificuldade devido ao facto do mercado estar repleto de programas que se auto-intitulam de educativos, sendo graficamente muito atractivos e que, ao serem explorados, se tornam decepcionantes.  Deste modo, tendo em consideração a investigação disponível, as crianças parecem recolher mais benefícios ao utilizarem aplicações que apresentem características abertas (openended) que promovam a exploração e a imaginação, contrariamente aos programas que são muito estruturados, do estilo exercício e prática (drill and practice). Outros aspectos que oferecem mais benefícios são:

  • O facto de serem “amigáveis e intuitivas”, por outras palavras fáceis de usar, com menus e ícones figurativos que são facilmente associados à sua função.
  • Serem flexíveis, dando a possibilidade de responder a diversas necessidades e objectivos educacionais, vocacionadas para o sucesso, fornecendo feedbacks positivos e pistas que, caso seja necessário, guiem a criança.
  • O facto de atribuírem à criança um papel activo, pedindo em troca reacções, escolhas, explorações, tomada de decisões e realização de actividades.
  • Poderem ser multisensoriais, atractivas, interactivas mas que ao mesmo tempo não se limitem unicamente a um espectáculo de sons, música, cores e movimento, que não têm conteúdo nem relevância.
  • O serem direccionadas para a resolução de problemas, tendo em conta necessidades reais e interesses da criança.
  • O facto de facilitarem e estimularem a cooperação entre as crianças, ao invés da competitividade, o que promove a comunicação.
  • Proporcionarem o estabelecimento de uma relação com a vida real, sem que com isso, renuncie à fantasia.
  • O facto de valorizarem a diversidade, tanto étnica como cultural, levando a que as crianças estabeleçam pontos de identificação com o que é abordado, independentemente do seu background de origem.
  • Disponibilizarem informação adicional aos adultos, acerca dos objectivos do programa, as idades adequadas, as sugestões de acompanhamento da actividade e também indicadores relacionadas com a instalação e resolução de possíveis problemas.

Em suma, trata-se de aplicar o uso das novas tecnologias ao que a investigação educacional revela acerca do modo de aprendizagem das crianças pequenas. Esses pontos são válidos para o software, assim como para outro género de actividades e experiências. Deste modo, a exploração, a descoberta, a actividade iniciada por iniciativa própria, o controlo e a flexibilidade ligada aos programas abertos vão de encontro ao desenvolvimento de uma aprendizagem activa que é especialmente adequada às crianças desta idade.

 

sinto-me:
publicado por olharovazio às 15:54
Domingo, 02 / 10 / 11

Sessão de Expressão Dramática: conselhos aos Educadores

 

Concentração

Constitui a primeira condição de qualquer aprendizagem. Deve-se tentar, por essa razão, desenvolver o poder de concentração das crianças para que elas possam dar o melhor de si próprias.

 

Imaginação

Segundo Daniel Karlin: "É a imaginação que nos dá meios de lutar contra as dificuldades materiais".

Através de exercícios de expreesão dramática, os educadores deverão tentar desenvolver a imaginação das crianças colocando-as frequentemente em situações fora do comum.

 

Confiança

É importante que os educadores se esforcem por nunca colocar as crianças "em perigo" (moral, psíquico, físico) mas sim num clima de perpétua e  mútua confiança.

 

Escuta e receptividade

O adulto deve estar extremamente vigilante e receptivo às propostas que lhe serão feitas pelas crianças. Ao planificar-se uma sessão de trabalho, esta não deve ser rígida. Estar à escuta das crianças deve ser o fundamento das actividades de criação e pesquisa.

 

Competição

Banir este termo para o educador e para as crianças, em todas as sessões e qualquer que seja o trabalho teatral.

 

Alegria

Todos os exercícios deverão ser feitos num clima de alegria, procurando o bem-estar e as sensações  agradáveis para que a vivência quotidiana das crianças seja positiva.

 

Guarda-roupa

Deve pedir-se às crianças que tragam vestuário específico e que não calcem sapatos para que os movimentos possam ser competamente livres.

 

Espectadores

Alguns exercícios serão executados por uma única criança. É indispensável que o resto do grupo se coloque diante dela, na posição de espectadores, e a ajude concentrando-se. Ser espectador aprende-se, dêem às crianças a oportunidade de mais tarde se tornarem espectadores críticos e avisados.

 

Metodologia

Os exercícios, sessões de trabalho ou temas de trabalho não são exaustivos. São sobretudo indicações, orientações de que o educador se deve "libertar" depois de as ter interiorizado. A forma e os suportes adequados às motivações diárias das crianças devem ser próprios. O importante é partir da vivência da criança e do seu interesse imediato, cujo motor é muitas vezes a emoção, isto é, a vida. Não obstante, qualquer que seja o tema de trabalho escolhido, esta abordagem assenta sempre num trabalho de contacto, em que a concentração, o rigor, mas também a alegria e o bom humor se encontram.

 

Progressão

Os exercícios serão devidamente "doseados". Deve começar-se pelos mais fáceis para ir de encontro aos que exigem maior treino. É importante conhecê-los perfeitamente para se estar seguro quando for altura de os explicar às crianças.

 

Número de participantes

É indispensável, para levar a cabo tal trabalho, que o número de crianças seja no máximo 15.

 

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

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publicado por olharovazio às 14:48
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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