Aldeia dos Pequeninos

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Domingo, 13 / 05 / 12

Como actuar nos contactos com os pais




Sinceridade – a reunião pertence sobretudo aos pais, mas também ao educador. Diga o que pensa, as ideias do educador são importantes mas têm o mesmo valor que as ideias dos pais, isto é, à partida e, para que o diálogo resulte, todas as ideias são importantes.

Ouvir cuidadosamente – procure compreender os pais, mesmo que discorde do que estão a dizer, procure compreender quais os motivos que os levam a fazer determinada afirmação.

Não interrompa – embora seja o técnico não monopolize a reunião, os pais têm sempre coisas interessantes a dizer.

Não deixe monopolizar – existem pais com tendência a monopolizar as reuniões, encontre estratégias para que isso não aconteça. Implique todo o grupo, encaminhe a discussão para coisas que têm realmente interesse, se a discussão esmorecer “provoque” de modo a despertar o interesse.

Não fuja da discussão – não fique calado, apático ou indiferente, se não entender alguma coisa pergunte. Formule as suas ideias e esteja aberto às dúvidas dos outros.

Se discordar de alguma coisa diga – faça-o com naturalidade, sem ênfase, com bom humor.

Não adie observações – fale logo que sentir a necessidade de esclarecer algum ponto.

Generalize os casos – elabore o seu discursos de modo a não particularizar factos que se tenham passado com as crianças, não nomeie nenhuma em particular.

Favoreça a participação – chame, de modo surreptício, ao diálogo os pais que por razões várias menos participam.

Não escolha para si um lugar de destaque – evite falar de pé de preferência misture-se com os pais.

Estruture o espaço de modo a facilitar o diálogo – o modo como dispõe o espaço pode favorecer ou coarctar o diálogo.

Tenha em atenção o código linguístico – tenha em atenção o nível sócio-cultural dos pais. Não se demita do seu papel de técnico mas também não se esqueça de “desmontar” certos termos ou conceitos.

 

In Trabalho "Relação Escola/Família"

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:46
Domingo, 04 / 09 / 11

Jardim de Infância: os primeiros dias

 

Os primeiros dias no jardim de infância são com frequência sinónimo de angústia, quer para a criança quer para os pais. Com efeito, uma criança aos 3 anos é egocêntrica por natureza e irá ter dificuldade em dividir a atenção do educador com as outras crianças. Por outro lado, é-lhe difícil entender a razão de estar naquela sala, podendo achar que os pais estão a abandoná-la. Por seu lado, os pais questionam-se se não teria sido melhor opção a criança ter ido em bebé para a creche, face à intensidade com que ela demonstra o seu desagrado (através do choro, birra, sintomas físicos de mal-estar como vómitos ou dores de barriga).

A grande vantagem em relação aos bebés é que, aos 3 anos, a criança já possuí um bom desenvolvimento da linguagem o que lhe permite manifestar verbalmente o seu mal-estar e compreender melhor o que se passa. Mesmo para aquelas que já frequentavam o jardim de infância ou a creche, o regresso após um período de férias é frequentemente sentido como negativo. Para facilitar este processo, poderão ser tidas em conta algumas estratégias:

  • Nos dias que antecedem o início do novo ano escolar é aconselhável que os pais mostrem a nova escola ao filho. Comecem por passar pela rua e depois visitem os novos espaços com o vosso filho para poderem conversar acerca do que lá existe. Falem com carinho no educador e nos auxiliares de educação que irão estar com ele.
  • Procurem marcar uma reunião individual com o educador responsável da sala, transmitindo toda a informação que possa ajudar a uma melhor integração. Falem de todas as alterações no ambiente familiar que poderão influenciar o comportamento da criança (morte de um familiar, divórcio dos pais, nascimento de um irmão,etc).
  • Se possível façam uma integração progressiva: nos primeiros dias o ideal será a criança só ficar algum tempo e, à medida que se for sentindo mais confiante, ficar para almoçar, dormir a sesta e por fim lanchar.
  • Deixem a criança levar a chucha, a fralda, o boneco especial ou um brinquedo que ela goste, de forma a funcionar como objecto transitivo securizante.
  • Organizem uma rotina tranquila e não revelem ansiedade. Se puderem fiquem algum tempo na sala a brincar com o vosso filho e nunca saiam sem se despedirem, mesmo que ele fique a chorar. Não cedam a pressões para ficar em casa "só hoje".
  • Falem com a criança sobre a forma como decorreu o dia. Há muitas que não gostam de contar o seu dia e, nesse caso devem respeitar o seu silêncio. Uma estratégia que poderá facilitar a comunicação é organizar um momento em que cada um (pai, mãe e filhos) contam alguma coisa boa e outra menos boa do se dia. Ajudem-no a enfrentar as situações difíceis, pensando em conjunto em soluções.
  • Sempre que o vosso filho vos contar ou mesmo se presenciarem alguma situação menos adequada, nunca deixem de falar com o educador sobre o que se passou. Só pelo diálogo se resolvem os problemas e é possível estabelecer uma relação de confiança.

In: Coisas de Criança

sinto-me:
publicado por olharovazio às 15:26
Quinta-feira, 13 / 01 / 11

Estratégias para facilitar a integração da criança na creche

 

  1. Convide os pais a entrarem na sala e a estarem presentes sempre que seja possível. Desta forma, sentir-se-ão mais confiantes e poderão observar e até participar nas actividades e nas rotinas da sala. Mantenha um diálogo saudável com a família.
  2. Reúna o máximo de informação sobre os hábitos do bebé e, sempre que possível, reproduza esses cuidados, procurando manter a sua rotina.
  3. Peça fotografias da família, plastifique-as e mostre-as ao respectivo bebé, falando sobre os diversos membros à medida que verbaliza sentimentos positivos indutores de segurança emocional.
  4. Procure estabelecer uma relação individual afectivamente forte com cada bebé, de modo a que cada um sinta o espaço da sala como seu. Uma saudável adaptação à creche permite ao bebé desenvolver todas as suas capacidades com harmonia.

 

In: Coisas de Criança

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:02
Segunda-feira, 03 / 01 / 11

Métodos de transição para o momento do conto

 

Para que esta rotina seja agradável e obtenha bons resultados, torna-se necessário "preparar" as crianças para esse momento.

Aqui vão algumas formas de realizar a transição para o momento do conto sem que a rotina sofra uma "quebra", uma vez que é algo que se quer consistente e bem articulado.

 

  1. "Que bom! Uma história de encantar! Shiu! Silêncio, a história vai começar..."
  2. "Limpa um ouvido, limpa o outro ouvido, fecha a boquinha, abre bem os olhos e ouve com atenção, a história que eu vou contar!" (com gestos)

 

Espero que alguma delas vos seja útil.

sinto-me:
publicado por olharovazio às 18:49
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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