Aldeia dos Pequeninos

pesquisar

 
Quarta-feira, 25 / 05 / 11

Características da comunicação verbal com o bebé

 

(imagem tirada da net)

 

Características da comunicação verbal com o bebé

A fala

  • Características gerais:

–  Exageros em grau ou extensão

–  Velocidade alterada

–  Pausa entre cada fala maternal

–  Exageros de tempo e de intensidade dos estímulos vocais maternos

– “O diálogo entre a mãe e o bebé não é vulgar. É mais um monólogo feito pela mãe sob a forma de um diálogo imaginário (…)”.

  • O bebé está a ser ensinado a esperar/respeitar as pausas existentes numa conversação normal. Porém, nos momentos de brincadeira, a mãe e o bebé vocalizam em conjunto.

O olhar

  • Contacto visual prolongado entre a mãe e o bebé (30 segundos ou mais).
  • Nos momentos de brincadeira, a mãe olha constantemente para o bebé e vocaliza ao mesmo tempo.
  • Contrariamente, no momento da amamentação, a mãe não olha simultaneamente enquanto vocaliza (interpretado como um ”convite” para a brincadeira-consequente interrupção da amamentação)

Representações faciais e outros movimentos de cabeça

  • Aparição e desaparecimento repentino de um rosto para chamar ou prender a atenção (jogo das escondidas com movimentos de cabeça em que o bebé é o espectador e a mãe a única jogadora).
  • Representações faciais repetidas como parte de brincadeiras não-relacionadas (ex: vibrar os lábios contra a barriga do bebé, com representações faciais)
  • Cada apresentação do rosto é acompanhada de uma expressão facial exageradamente discreta ou acentuada.
  • Relativamente aos movimentos de cabeça, uma das características comuns é o exagero ou a integridade da manifestação.

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por olharovazio às 22:36
Quarta-feira, 18 / 05 / 11

O recém-nascido

 

O recém-nascido

O sorriso

   Endógeno

  • Desde o nascimento
  •  Acto reflexo

Exógeno

  • No fim do 1º mês de vida
  •  Acto de resposta irregular aos estímulos externos

O bebé humano está biologicamente preparado para emitir sinais, (sorriso pré-social ou olhar incidente), o que faz com que os adultos concentrem neles a sua atenção.

Processos sensoriais do recém-nascido

  • Os processos sensoriais sustentam a ligação e relação do bebé com o mundo.
  • O recém-nascido tem nitidamente preferência por certos estímulos visuais: cores brilhantes e contrastadas, faces esquemáticas, e sobretudo a face humana.
  • Procura faces emissoras de estímulos sociais. Se deparar com uma expressão rígida e não atractiva, desvia a atenção e fica desapontado. 
  •  Entre as 5 e 7 semanas, o bebé aumenta a fixação nas faces.
  • Mostra preferência pela face da sua mãe.

“A organização da percepção visual do recém-nascido é uma capacidade do organismo humano, não dependente da aprendizagem. “            (Goren e Col)

  • O recém-nascido vem dotado de tendências de procura de estimulação.
  • Apenas foca objectos a cerca de 25 centímetros dos seus olhos (a mesma que se separa os seus olhos da sua mãe durante a alimentação).
  • A mãe deve encontrar um ponto de equilíbrio entre o mínimo indispensável de estímulos para assegurar o despertar do interesse visual do bebé e um excesso de estímulos desgastantes.
  • O contrato visual do bebé está na base da sociabilidade humana ( Rheingold).
  • O desenvolvimento da atenção visual selectiva representa um estádio precoce do desenvolvimento perceptual – cognitivo. (Robson)
  • O bebé concentra-se primeiro nos eixos que limitam e contrastam cada objecto.
  • Todas as respostas do bebé aos estímulos parecem programadas para chamar a atenção da mãe e despertar a interacção.

 

 

Segundo Brazelton…

O estádio representa um modelo dinâmico que exprime todo o reportório comportamental do bebé.

Os mecanismos neurológicos infantis estão em estreita relação com os estádios do recém-nascido.

Estádio 1

(estádio de sono)

Corresponde ao sono profundo (tranquilo):

O bebé é essencialmente capaz de “cortar ligação” com o mundo;

Estádio 2

(estádio de sono)

Corresponde ao sono leve (activo):

O bebé tem um nível de actividade baixo, contudo é frequente seguir-se para um estádio de vigília.

Estádio 3

(estádio intermédio)

Bebé sonolento/Adormecido

Corresponde a um ciclo de vigília – sono

Reactivos a vários estímulos sensoriais (durante a estimulação dá-se uma mudança de estádio).

Estádio 4

(estádio de vigília)

Estádios de vigília e processamento de respostas a alguns estímulos sensoriais.

- Início de aprendizagem simples.

- Para iniciar uma interacção a cabeça do bebé deve estar com os olhos abertos e centrados em linha média

Excessiva concentração no objecto Actividade motora exagerada Diminuição de concentração

Estádio 5

(estádio de vigília)

O bebé está de olhos abertos;

   - Actividade motora considerável, incluindo movimentos vários nas extremidades e alguns sustos espontâneos;

   - Reactivo à estimulação exterior.

Estádio 6

(estádio de vigília)

    - Choro intenso, difícil de interromper;

    - Choro cuja função é de protecção, pois desperta respostas positivas e auxilio a cortar o contacto com o ambiente;

    - O bebé pode descarregar toda a actividade e energia acumulada, o que pode levar á passagem para outro estágio, nomeadamente o do sono.

 

 In: Apontamentos de Psicologia

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:44
Quarta-feira, 11 / 05 / 11

Reacções de comportamento social solicitado pelo bebé

 

 

(imagem retirada da net)

 

 

A primeira revelação que o bebé tem do nosso mundo tem a ver com tudo o que a mãe faz.

É a partir do comportamento da mãe que o bebé começa a construir o seu conhecimento e a experiência de tudo o que é humano: a presença humana, os rostos e as vozes, as suas formas, expressões, significado dos comportamentos, a relação entre o seu comportamento e o de outra pessoa.

As pessoas adultas (principalmente a mãe) para além de fazerem coisas diferentes quando estão ao pé de bebés, também o fazem de outra forma. Um exemplo disso é a “conversa de bebé”.

No entanto, essa “conversa de bebé” faz parte de um “retrato” mais vasto: grande parte do comportamento social da mãe com o bebé é utilizado em função do bebé.

A mãe altera a expressão facial, o modo como fala, os sons que emite, os movimentos corporais e os ritmos das suas reacções.

Estas acções da mãe perante o bebé são considerados fora do normal e até bizarros se fossem usados com outra pessoa sem ser o bebé. São comportamentos maternais, que são solicitados pelo bebé.

As pessoas que cuidam de bebés manifestam este tipo de reacções naturalmente e quase inconscientemente, de acordo com o que elas são ou de acordo com o seu bebé.

A maior parte dos comportamentos que a mãe tem são um aspecto normal e necessário da parte da biologia humana, mais precisamente à maternidade.

 Expressões faciais:

•        As expressões utilizadas por quem cuida de crianças tendem a ser exageradas no espaço e no tempo. São exemplos disso a expressão de fingida surpresa e a careta.

•        O exagero no espaço consiste no facto de se usarem partes do rosto na sua posição mais exagerada.

•        O exagero no tempo consiste no facto de se manter a mesma expressão por um período de tempo bastante acentuado.

 

 Três das expressões de grande importância no repertório de expressões faciais solicitadas por bebés são:

•        O sorriso;

•        A expressão de preocupação;

•        A expressão de simpatia;

•        Estas combinam elementos de fingida surpresa com a careta, e a “expressão” de um rosto inexpressivo, que embora não seja utilizada apenas com bebés, é importante na situação solicitada pelo bebé.

 

In: Apontamentos de Psicologia

 

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:44
Sexta-feira, 28 / 01 / 11

Transtorno obsessivo-compulsivo na infância

Todos nós temos uma espécie de rituais que nos permitem aliviar o stress, minimizar os medos e até facilitar o quotidiano. Com as crianças acontece a mesma coisa, sendo isso normal por um determinado período de tempo. No entanto, as "manias" que persistem ou são reforçadas podem interferir na vida normal da criança e passarem a ser obsessões.

Segundo os especialistas, as obsessões são ideias ou pensamentos repetitivos, que torturam e não são desejados, surgindo insistentemente e de forma incontrolável na mente da criança, provocando-lhe um temor persistente e um alto grau de ansiedade. São comportamentos que podem manifestar-se em qualquer idade. São sintomas normais, que tendem a desaparecer após um breve período de tempo e estão associados ao desenvolvimento normal da criança, à sua necessidade de auto-afirmação e à sua formação como indivíduo.

Os comportamentos mais frequentes nas crianças são:

  • Comportamentos repetitivos ao deitar-se ou na hora de vestir.
  • Lavar-se muitas vezes.
  • Necessidade de ouvir sempre as mesmas histórias na hora de dormir (ajudando-as a controlar os medos, ansiedades e compreender melhor o seu mundo)
  • Na escola podem ter rituais quando brincam, fazem desporto ou fazem trabalhos em equipa. Fazer colecção de bonecos, carros, etc, o que poderá vir a ser um hábito saudável.

Pode afirmar-se que as crianças têm um transtorno quando essas manias, obsessões ocupam tanto do seu tempo que se tornam impedimento no curso dos seus dias e interferem significativamente nas suas actividades diárias. Deste modo, é necessário estar atento pois, no caso das crianças,  muitas das brincadeiras que podem ser consideradas normais podem tratar-se dos primeiros sintomas:

  • É normal, quando aprendem a contar, contarem tudo o que lhes aparece. No entanto, se gastarem demasiado tempo a contar e recontar, em busca da exactidão, podem estar a ser obsessivas.
  • Crianças com comportamentos obsessivos não distinguem a obsessão das brincadeiras. Brincam sem se divertirem, sempre com seriedade.
  • Lava as mãos 20 a 30 vezes por dia.
  • Apresenta dermatite ou outras lesões que podem ser resultado de lavagens frequentes.
  • Tem um comportamento muito lento e moroso, ou problemas para preparar-se para ir para a escola ou para realizar outras actividades.

Tratamento

Na medicina, o tratamento do Transtorno obsessivo compulsivo mais efectivo e recomendável resulta de uma combinação de terapia psicológica e medicamentos. O tratamento psicológico auxilia a criança a identificar e a compreender os seus medos, aprendendo também novas formas de resolvê-los ou minimizá-los, aliviando a ansiedade que eles provocavam e que a levavam à compulsão. Ajuda também a criança e a família a criarem regras e a efectuarem acordos com o objectivo de limitar ou mudar comportamentos.

Os medicamentos usados para tratar esta perturbação são inibidores selectivos da reabsorção da serotonina, servindo apenas como paliativo dos pensamentos obsessivos, diminuindo as condutas obsessivas. Este tipo de tratamento será usado apenas como último recurso.

 

Como minimizar o problema

Pais e educadores podem ajudar muito a minimizar a ansiedade e os medos das crianças, ajudando-as a reduzir os comportamentos compulsivos. Sendo assim:

  • Converse calmamente com a criança. Descubra os seus medos e a razão de estar ansiosa.
  • Explique de forma clara, simples e objectiva como ela deve confiar em si mesma, após realizar uma vez um determinado comportamento que a tranquiliza, e que não é preciso repeti-lo. Ao repetir, de forma calma e segura, explique novamente. Faça isso quantas vezes forem precisas, pois a criança procura acalmar-se com essas repetições.
  • Nunca critique ou ridicularize a sua forma de agir.
  • Estimule a aprendizagem de coisas novas.
  • Trabalhe com ela a respiração. Faça Yoga. Respirar correctamente é uma das melhores formas de combater a ansiedade.
  • Lembre-se, a criança precisa de si para conseguir superar esta fase. Esteja presente, com calma e serenidade.

 

In: Coisas de Criança

sinto-me:
publicado por olharovazio às 20:32
Terça-feira, 30 / 11 / 10

A Educação Física e o Desenvolvimento Infantil

A aprendizagem e o desenvolvimento passam a estar inter-relacionados desde que a criança passa a ter contacto com o mundo. Na interacção com o meio social e físico a criança passa a desenvolver-se de uma forma mais abrangente e eficiente. Isso significa que a partir do envolvimento com o seu meio social são desencadeados diversos processos internos de desenvolvimento que permitirão um novo patamar de desenvolvimento.

A criança, por meio da observação, imitação e experimentação das instruções recebidas, vivência diversas experiências físicas e culturais, construindo dessa forma um conhecimento sobre o mundo que a rodeia.

Para que isso aconteça, o meio ambiente tem de ser constituir um desafio de modo a estimular o intelecto e a acção motora da criança. No entanto, a eficácia deste estímulo está inerente ao contexto afectivo em que o estímulo se insere. Portanto, é necessário sistematizar os estímulos, envolvendo-os num clima afectivo que servirá para transmitir valores, atitudes e conhecimentos que visam o desenvolvimento integral do ser humano.

O principal instrumento da Educação Física é o movimento, por ser o denominador comum de diversos campos sensoriais. O desenvolvimento do ser humano dá-se a partir da integração entre a motricidade, a emoção e o pensamento. Para provocar estímulos que levem a esse desenvolvimento de uma forma agradável, são usadas como “ferramentas”: a brincadeira, o jogo e o desporto. A partir da brincadeira e do jogo, a criança utiliza a imaginação que é “um modo de funcionamento psicológico especificamente humano, que não está presente nos animais nem nas crianças muito pequenas. A partir da imaginação, a criança deixa de levar em conta as características reais do objecto, dando prioridade ao significado determinado pela brincadeira.

“ Mesmo havendo uma distância significativa entre o comportamento na vida real e o comportamento na brincadeira, a actuação no mundo imaginário e o estabelecimento de regras a serem seguidas criam uma zona de desenvolvimento proximal, na medida em que impulsionam conceitos e processos em desenvolvimento” (Rego, 1995, p.83)

Esse impulso dado aos “conceitos e processos de desenvolvimento” deverá ser fornecido pela educação física ao propiciar jogos e brincadeiras que, intencionalmente, estimulem a criatividade e a imaginação. Além disso, o processo de desenvolvimento dos indivíduos tem relação directa com o seu ambiente sócio-cultural e eles não se desenvolveriam plenamente sem o suporte de outros indivíduos da mesma espécie.

A evolução infantil obedece a uma sequência motora, cognitiva, e afectiva-social que ocorrerá de forma mais lenta ou mais acelerada, de acordo com os estímulos recebidos. A criança entre 1 ano e meio e os dois anos de idade age sem reflectir. O acto precede o pensamento. A partir dessa fase, a criança já adquire duas funções importantíssimas: o andar e a linguagem. O pensamento passa a ser projectado no exterior pelos movimentos e pela linguagem. Isto permitirá uma maior participação na sua relação com o meio.  A acção da criança sobre o meio estimulará sua actividade mental. A partir daí, a criança começa a ter maior consciência sobre sua própria pessoa, iniciando a formação da sua auto-imagem. Em seguida, a criança vai iniciando a sua vida social ao formar pequenos grupos, porém ocorre uma troca constante de amizades e de grupos (escola, clubes, etc.). Esse intercâmbio social é essencial, pois leva a criança a adaptar-se a diferentes papéis, reconhecendo-se como pessoa.

Nesse sentido, cada fase de desenvolvimento infantil tem suas próprias características, portanto, exige estudos aprofundados sobre os métodos pedagógicos, as qualidades dos estímulos fornecidos e a actuação intencional do profissional na aula de educação física. O professor deve levar em conta a peculiaridade de cada fase pela qual o aluno passa, as particularidades de cada jogo, brincadeira ou desporto que possam auxiliar o educando no seu desenvolvimento integral.

 

Equipamentos e espaços para a prática de Educação Física destinados à infância.

 

Na infância, dado que as crianças passam a frequentar o jardim de infância ou o 1º Ciclo, os espaços mais apropriados á prática de exercício físico são os espaços internos e externos da escola ou jardim de infância. No que toca a equipamentos destinados a estas idades, são postos em destaque os aparelhos existentes quer nos recreios das escolas quer nos parques infantis, tendo como objectivo a recreação.

 

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:12
Sábado, 13 / 11 / 10

Sinais de alarme no Desenvolvimento Infantil

 

 

1º/2º mês

  • Na posição sentada, o lactente não faz tentativas de controlo da cabeça
  • Quando colocado na posição de pé ou quando suportado em decúbito ventral, tem hiper ou hipotonicidade
  • Não segue a face humana
  • Não sorri
  • Não estabelece qualquer tipo de interacção.

 

3º/4º mês

  • Não fixa, nem segue objectos com os olhos
  • Não vira os olhos ou a cabeça para o som (principalmente quando ouve a voz humana)
  • Deixa cair a cabeça para trás quando traccionado pelas mãos e antebraços
  • Mantém as mãos sempre fechadas
  • Em repouso tem os membros rígidos
  • Tem uma postura assimétrica
  • Chora, sempre que se lhe toca
  • Tem pouca diversidade nos movimentos

 

6 meses

  • Não controla a cabeça
  • Membros inferiores rígidos passando directamente à posição de pé quando se tenta sentar a criança
  • Não olha nem agarra nenhum objecto
  • Mostra uma assimetria na postura
  • Não reage aos sons
  • Não vocaliza
  • Não manifesta interesse pelo meio que o rodeia
  • Estrabismo manifesto e constante.

 

9 meses

  • Não tem equilíbrio sentado
  • Quando sentado, permanece imóvel
  • Não tem preensão palmar e não leva os objectos à boca
  • Não reage aos sons
  • Vocaliza monotonamente ou perde a vocalização
  • Não estabelece relações preferenciais
  • Engasga-se com facilidade.

 

12 / 18 meses

  • Permanece imóvel, não procura mudar de posição
  • Postura assimétrica
  • Não agarra nos brinquedos ou fá-lo com uma só mão
  • Não responde à voz
  • Não sabe mastigar
  • Não brinca, não estabelece contacto
  • Não compreende ordens simples
  • Não diz uma palavra.

 

24 meses

  • Não anda
  • Deita os objectos fora
  • A manipulação dos objectos não tem um fim construtivo
  • Parece não compreender o que lhe diz
  • Não procura imitar
  • Não pronuncia palavras perceptíveis.

 

Acima dos 36 meses

  • Hiperactivo, distraído, tem dificuldade de concentração
  • Linguagem incompreensível e substituições de fonemas
  • Suspeita de défice visual
  • Perturbações do comportamento ( agressividade na escola ou no meio familiar, dificuldade em se integrar com outras crianças, birras excessivas, dificuldade em se separar da mãe )

 

 

(in Apontamentos de Saúde Infantil)

sinto-me:
publicado por olharovazio às 12:16
Sábado, 13 / 11 / 10

Etapas de Desenvolvimento Infantil

 

1º mês

 

  • Progressiva capacidade de olhar para a mãe
  • Olhar expressivo  comunicação com mãe
  • Pisca os olhos
  • Reacção de sobressalto a sons
  • Acalmado pela voz materna
  • Mãos fechadas, cotovelos dobrados
  • Membros inferiores em flexão, intermitentemente em extensão
  • Segura argola ou roca

 

1 mês e meio

  • Segue com o olhar objectos até 90º
  • Reacção à luz, despertando a atenção e direccionando o olhar
  • Sorriso, mais para a mãe
  • Choro apelativo / comunicativo
  • Acalma se mãe pega ao colo ou lhe fala, diferentes tipos de choro – fome, dor / desconforto, fralda molhada
  • Emissão de sons guturais, carácter emocional
  • Mãos semi-fechadas
  • Equilíbrio instantâneo da cabeça, quando puxado para a
  • Posição sentada
  • Levanta a cabeça intermitentemente em decúbito ventral

 

2 meses

  • Fixa e converge o olhar, mecanismo de acomodação
  • Segue com o olhar objectos até 180º(+ iluminados, coloridos, grandes)
  • Vigília prolongada
  • Maior interesse pelo mundo que a rodeia
  • Sorriso
  • Primeiras vocalizações (1ºas vogais E, O, A)
  • Primeiras “conversas” com mãe, em resposta à voz materna
  • Mãos abertas
  • Movimentação lateral da cabeça
  • Levanta a cabeça em decúbito ventral
  • Progressiva extensão dos membros superiores,com aumento do ângulo dos cotovelos (regressão da hipertonia)

 

3 meses

  • Fixa o olhar, com atenção, em objectos
  • Segue objectos até 180 graus
  • Olha para as mãos ( Fase mão-boca)
  • Procura rostos (sociabilização com os outros!)
  • Maior interesse pelo meio envolvente
  • Vocalizações em resposta à mãe (1ºas consoantes –M,Q,G,P,B)
  • Vira a cabeça na direcção de estímulos sonoros,produzidos ao nível do pavilhão auricular
  • Mãos abertas
  • Segura a cabeça, quando puxado para a posição sentada
  • Elevação da cabeça em posição ventral com facilidade (45-90º)
  • Agitação global: movimentação dos braços e pernas, como expressão emotiva (alegria ou desespero)

 

4 meses

  • Interesse na preparação do biberão
  • Início do riso
  • Palra (utiliza o U + vogal/consoante)
  • Fase mão-boca (Utiliza as mãos, tenta agarrar os objectos e levá-lòs à boca (mãos na linha média e preensão voluntária)
  • Segura bem a cabeça na posição sentada
  • Elevação da cabeça em posição ventral, apoiado nos cotovelos, tentando elevar o tronco
  • Movimentos de extensão e flexão de todos os segmentos do corpo

 

4 meses e meio a 5 meses e meio

  • Primeiros monossílabos (ga, ga)
  • Agarra os objectos à sua frente ( Preensão palmar) e Tansfere
  • Levanta a cabeça e uma parte do tronco em simultâneo, com apoio dos cotovelos e antebraços
  • Roda sobre si próprio
  • Movimentos de pedalagem

 

 

 

 

6 - 7 meses

  • Atenção crescente à voz humana (dos outros e própria) e diferentes entoações
  • Vira a cabeça na direcção de estímulos sonoros, produzidos abaixo do pavilhão auricular
  • Diversificação dos sons: bá,dá,cá
  • Senta-se com apoio minímo
  • Apoio sobre as mãos (em vez dos cotovelos)
  • Agarra os objectos com a palma da mão (preensão palmar)
  • Passa os objectos de uma mão para a outra
  • Descoberta do corpo: agarra os pés, leva-os à boca
  • Movimentação dos braços e pernas (conjugados com vocalizações)

 

8 meses


  • Percepção da auto-imagem - Jogo do espelho
  • Procura o objecto escondido
  • Descoberta do ruído da queda dos objectos
  • Vira a cabeça na direcção de estímulos sonoros, produzidos acima do pavilhão auricular
  • Imitação de sons
  • 1ºs sinais de ansiedade, angústia de separação, reacção ao estranho (ausência da mãe = choro)
  • Senta-se sozinho
  • Começa a gatinhar
  • Gira sobre si próprio, nos 2 sentidos
  • Começa a fazer pinça (imatura)

 

10 meses

  • Contorna um obstáculo para ver o objecto
  • Gatinha
  • Acena e compreende o significado
  • Aponta
  • Pinça fina na preensão do objecto
  • Encaixa e desencaixa objectos

 

12 meses

  • Diz mamã e papá
  • Atenção às cantigas e imagens de livros
  • Compreende as frases
  • Primeiras tentativas de marcha
  • Desenvolvimento dos movimentos finos
  • Lança objectos para o chão
  • Encaixa e empilha objectos

 

15 meses

  • Pronuncia 3 ou 4 palavras
  • Marcha autónoma (limites 9-18 meses)
  • Sobe escadas, gatinhando
  • Pontapeia 1 bola
  • Desenvolvimento dos movimentos finos
  • Segura 1 colher
  • Folheia mal 1 livro
  • Aponta com o dedo
  • Desinteresse / saturação em jogos simples (dar e receber objecto)
  • Constrói torres de 2 ou 3 cubos

 

24 meses

  • Diz frases de 2 -3 palavras
  • Repete
  • Desce e sobe escadas sozinho, com 2 pés num degrau
  • Corre depressa
  • Pontapeia bem 1 bola
  • Salta a pés juntos
  • Constrói torres de 6 cubos
  • Coloca 3 ou 4 peças de um puzzle
  • Desenha traços verticais
  • Controlo do esfíncteres anal e vesical durante o dia
  • Iniciativa na ida ao WC (baixa a roupa, senta-se no bacio sozinho)

 

3 anos

  • Fala e compreende tudo o que lhe dizem
  • Utilização da 1ª pessoa do singular “EU…”
  • Idade dos Porquês?
  • Compreensão dos conceitos Permitido e Proíbido
  • Reconhece cantigas que lhe cantam
  • Reconhece as várias partes do corpo humano
  • Desenvolvimento da imaginação (fantasias, conversas com o objecto preferido ou amigo imaginário, imitação da vida dos adultos… )
  • Sobe escadas com alternância dos pés
  • Anda de triciclo
  • Constrói torres de 8 ou 9 cubos
  • Conhece 3 a 4 cores
  • Conta até 6 ou 10
  • Desenha círculos
  • Autónomo na alimentação e a vestir / despir-se
  • Ajuda nas tarefas domésticas
  • Controlo dos esfíncteres anal e vesical durante o dia

4 anos

  • Sabe a idade
  • Compreensão de alguns conceitos (alto / baixo, pesado / leve)
  • Identifica e nomeia 6 cores
  • Desce escadas com alternância dos pés
  • Desenha grosseiramente a figura humana

 

5 anos

  • Conhece algumas moedas
  • Conta até 15
  • Desenvolvimento da agilidade e equilíbrio
  • Corre e chuta a bola
  • Sobe escadas a correr
  • Utilização da faca e garfo
  • Copia figuras geométricas simples

 


 

6 anos

  • Aperfeiçoamento da agilidade, flexibilidade e motricidade fina e global
  • Bate a bola no chão e apanha-a
  • Desenha a figura humana
  • Escreve o nome
  • Entra na ESCOLA PRIMÁRIA
  • Desenvolvimento de inteligência conceptual
  • Aprendizagem da Leitura, Escrita e Cálculo

 

 

(in Apontamentos de Saúde Infantil)

sinto-me:
publicado por olharovazio às 11:06
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

mais sobre mim

Janeiro 2013

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

ideias partilhadas

  • Olá queria saber se estão instaldos em Sao Miguel,...
  • isso eh logico
  • Bom dia,O meu nome é Sofia Carvalho e sou gestora ...
  • Bom dia!Recebi sua visita a um dos meus blogs: Sin...
  • Ainda bem que gostaste :)beijoss
  • Olá,Passei para conhecer o espaço, após o comentár...
  • muito obrigado pelo comentario :DBom blog , beijin...
  • Ahaha sim foi um episodio daqueles, com direito a ...