Aldeia dos Pequeninos

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Sexta-feira, 18 / 05 / 12

Polícia e ladrão

 

Materiais:

 

Não são necessários materiais.

 

Objectivos Gerais:

  • Integrar o grupo
  • Desenvolver a capacidade de observação
  • Desenvolver a capacidade de atenção
  • Desenvolver a percepção visual e auditiva

 

Objectivos Específicos:

  • Desenvolver a capacidade de dramatização

 

Estratégia:

  • Os alunos colocar-se-ão em roda, em pé, sendo pedido um polícia que irá para o meio da roda. De seguida, fecham os olhos e uma de nós toca na cabeça de quem será o ladrão.

 

Descrição da actividade:

  • O ladrão terá de fingir que dispara uma pistola imaginária, matando todos os seus colegas sem ser descoberto pelo polícia.
  • O polícia pode deslocar-se dentro da roda, de modo a descobrir quem é o ladrão.
  • Quem morre terá de representar a sua morte, e depois de morto sentar-se-á no chão.
  • O ladrão não pode matar ninguém enquanto outra pessoa estiver a morrer, demore essa pessoa quanto tempo demorar.

In: Trabalho de Expressão Dramática (2º ano)

 

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publicado por olharovazio às 11:24
Domingo, 02 / 10 / 11

Sessão de Expressão Dramática: conselhos aos Educadores

 

Concentração

Constitui a primeira condição de qualquer aprendizagem. Deve-se tentar, por essa razão, desenvolver o poder de concentração das crianças para que elas possam dar o melhor de si próprias.

 

Imaginação

Segundo Daniel Karlin: "É a imaginação que nos dá meios de lutar contra as dificuldades materiais".

Através de exercícios de expreesão dramática, os educadores deverão tentar desenvolver a imaginação das crianças colocando-as frequentemente em situações fora do comum.

 

Confiança

É importante que os educadores se esforcem por nunca colocar as crianças "em perigo" (moral, psíquico, físico) mas sim num clima de perpétua e  mútua confiança.

 

Escuta e receptividade

O adulto deve estar extremamente vigilante e receptivo às propostas que lhe serão feitas pelas crianças. Ao planificar-se uma sessão de trabalho, esta não deve ser rígida. Estar à escuta das crianças deve ser o fundamento das actividades de criação e pesquisa.

 

Competição

Banir este termo para o educador e para as crianças, em todas as sessões e qualquer que seja o trabalho teatral.

 

Alegria

Todos os exercícios deverão ser feitos num clima de alegria, procurando o bem-estar e as sensações  agradáveis para que a vivência quotidiana das crianças seja positiva.

 

Guarda-roupa

Deve pedir-se às crianças que tragam vestuário específico e que não calcem sapatos para que os movimentos possam ser competamente livres.

 

Espectadores

Alguns exercícios serão executados por uma única criança. É indispensável que o resto do grupo se coloque diante dela, na posição de espectadores, e a ajude concentrando-se. Ser espectador aprende-se, dêem às crianças a oportunidade de mais tarde se tornarem espectadores críticos e avisados.

 

Metodologia

Os exercícios, sessões de trabalho ou temas de trabalho não são exaustivos. São sobretudo indicações, orientações de que o educador se deve "libertar" depois de as ter interiorizado. A forma e os suportes adequados às motivações diárias das crianças devem ser próprios. O importante é partir da vivência da criança e do seu interesse imediato, cujo motor é muitas vezes a emoção, isto é, a vida. Não obstante, qualquer que seja o tema de trabalho escolhido, esta abordagem assenta sempre num trabalho de contacto, em que a concentração, o rigor, mas também a alegria e o bom humor se encontram.

 

Progressão

Os exercícios serão devidamente "doseados". Deve começar-se pelos mais fáceis para ir de encontro aos que exigem maior treino. É importante conhecê-los perfeitamente para se estar seguro quando for altura de os explicar às crianças.

 

Número de participantes

É indispensável, para levar a cabo tal trabalho, que o número de crianças seja no máximo 15.

 

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

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publicado por olharovazio às 14:48
Quinta-feira, 25 / 08 / 11

Jogos com adereços

 

Uma vassoura é um cavalo

 

Antes do início da sessão, é necessário reunir vários objectos do dia-a-dia (num máximo de 6). Depois divida os participantes em grupos de quatro e peça-lhes que criem uma peça curta usando no máximo quatro dos objectos. Sugira também aos participantes para imaginarem utilizações invulgares para cada objecto: por exemplo, eles não podem usar uma vassoura para varrer ou uma cadeira para se sentarem!

 

Objectos vivos

 

Reunir vários tipos de objectos utilizados no dia-a-dia.

 

Ao apresentar a actividade, exponha a colecção de objectos e peça a cada participante para escolher um e utilizá-lo como se fosse um fantoche. Incentive-os a dar aos seus fantoches nomes, qualidades, emoções humanas e a pensarem que voz seria adequada para o fantoche.

Por fim, divida os participantes em grupos de três ou quatro e faça cada grupo criar um espectáculo de fantoches com os respectivos objectos.

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publicado por olharovazio às 18:41
Quarta-feira, 27 / 07 / 11

Actividades para o desenvolvimento da comunicação

 

Estes exercícios procuram estimular a comunicação entre os seus participantes e tentam também fazer com que todos participem de igual modo: num grupo normalmente estabelecem-se papéis muito diferentes uns dos outros (algumas pessoas comunicam mais facilmente que outras, por exemplo).

Pretendem desenvolver a escuta activa na comunicação verbal e, por outro lado, estimular a comunicação não verbal (expressão gestual, contacto físico, o olhar) para favorecer novas formas de comunicação.

 

 

Os vendedores

 

Objectivos:

  • Desenvolver a imaginação e criatividade
  •  Melhorar a expressão verbal e corporal perante o público

 

Materiais:

Não são necessários.

 

 

Desenvolvimento:

As crianças devem usar a sua habilidade para dar credibilidade ao produto que vão tentar vender…

Começam por se apresentar e, posteriormente, apresentam o produto. Por exemplo: uma televisão. A criança deve demonstrar quais são as qualidades da televisão, dando exemplos sobre o seu funcionamento e uso, e também acerca do seu óptimo preço e das facilidades de pagamento.

 

 

O baralho dos contos

 

Objectivos:

  • Preparar as crianças para a vida social
  • Desenvolver a escuta
  • Promover a participação em grupo
  •  Adquirir vocabulário
  •  Desenvolver a criatividade e a imaginação

 

Materiais:

Um baralho de cartas com imagens.

 

 

Desenvolvimento:

Este exercício consiste em contar um conto de uma maneira criativa, através das ilustrações das cartas.

Forma-se uma roda e distribui-se no mínimo duas cartas por criança(poderão ser mais cartas, depende do número de crianças que participam). Têm de contar parte da história de acordo com o que foi dito anteriormente pelas outras crianças, de modo a que haja um encadeamento da história. Quem tiver a última carta, terminará a história.

 

 

Bola imaginária

 

Objectivos:

  • Desenvolver a criatividade e a capacidade de imitação gestual

 

Materiais:

Não são necessários.

 

 

Desenvolvimento:

No início do exercício, as crianças vão formar círculo, unidas pelas mãos. Quando o círculo estiver formado, soltam as mãos. O adulto passa a bola imaginária a uma das crianças que terá de fazer algo com ela(fazê-la rebolar, dar pontapés, passar de uma mão para a outra, etc.). as outras crianças terão de imitar os gestos feitos pela criança que possuí a bola. De seguida, esta vai passar a bola a outra criança. Continua-se com o exercício até todas as crianças terem tido a bola.

Variante: Podemos fazer este exercício com uma bola de verdade, embora uma bola imaginária nos ofereça mais possibilidades no que toca a gestos que se possam efectuar.

 

 

Um baú mágico

 

 

Objectivos:

  • Desenvolver a imaginação
  • Desenvolver a capacidade de contar
  • Tomar consciência da expressão do rosto

 

Materiais:

Um baú, arca ou mala ( se o formato for invulgar tanto melhor)

 

 

Desenvolvimento:

É um exercício em que cada criança realizará um trabalho individual perante o grupo. O baú será colocado no centro da área de jogo. A criança irá abri-lo e descrever o seu conteúdo aos espectadores (para isso será necessário que ele use a imaginação porque, obviamente, o baú estará vazio).

Nenhum obstáculo deverá prender a sua imaginação, pois tudo será aceite( o baú poderá conter tudo o que a criança quiser).

 

 

 

 In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

 

 

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publicado por olharovazio às 15:31
Terça-feira, 19 / 07 / 11

Actividades de exploração do espaço

 

 

 

Neste tipo de jogos, a área de jogo será o primeiro espaço que a criança irá explorar, e o segundo será o espaço compreendido entre o eu e o outro. Tal permitirá que a criança adquira a noção de que a gestão de uma emoção entre duas pessoas não poderá ser a mesma conforme estejam perto ou longe uma da outra.

Descobrirão também que o primeiro espaço a dominar é o próprio corpo. O domínio deste espaço exterior levá-las-á a terem consciência do respectivo espaço interior.

 

 

As árvores e o lenhador

 

Objectivos:

 Ocupar um espaço

 Apropriar-se de um novo espaço

 Aceitar a decisão de outra pessoa

 

Materiais:

           Não são necessários.

 

Desenvolvimento:

Uma criança do grupo é o lenhador, as outras são as árvores. Estas passeiam-se pelo espaço em que decorre o jogo e, a um sinal do lenhador(por exemplo, bater as palmas), vão “plantar-se” no chão (paragem e imobilidade), bem distribuídas pelo espaço. Não deve haver “buracos” significativos entre as árvores.

Se o lenhador pensar que as árvores estão mal plantadas (por exemplo, muito próximas umas das outras ou todas juntas no mesmo sítio), arrancá-las-á e irá replantá-las onde houver lugares livres.

Quando o lenhador tiver a certeza de que todas as árvores da sua floresta estão correctamente distribuídas, fará um novo sinal (a combinar antes do início do jogo) e as crianças retomarão a marcha.

Rotativamente, as crianças serão árvores e lenhador.

 

 

 

Ana, mana Ana…

 

Objectivos:

 Apropriar-se de um novo espaço

 Desenvolver os reflexos visuais

 Memorizar uma visão breve

 

 

Materiais:

Não são necessários.

 

Desenvolvimento:

As crianças caminham na área do jogo a um ritmo normal. Quando o adulto bate as palmas ou pronuncia a frase: “Ana, mana Ana, o que é que vês?”, todas devem parar e dizer em voz baixa, mas com clareza, o que se encontra mesmo diante dos seus olhos, seja o que for(pessoa, móvel, etc.) e depois reiniciam o movimento.

O adulto faz parar as crianças cinco a seis vezes e de cada vez estas terão de verbalizar o que o olhar registou.

 

 

O balão dirigível

 

Objectivos:

  Apropriação de um espaço em grupo

  Concentração do grupo

  Trabalho de contacto sensível

  Individualidade ao serviço do colectivo

 

 

Materiais:

Não são necessários.

 

Desenvolvimento:

O grupo de crianças reúne-se num canto da área de jogo. Ficam todas bem juntinhas umas às outras, não sendo no entanto obrigatório darem as mãos. Tendo o adulto designado um ponto num outro canto da sala, o grupo vai dirigir-se para ele, com os olhos fixos naquele ponto imaginário.

As crianças devem fazer como se estivessem no mesmo balão: o grupo deve assim encontrar um único e mesmo ritmo e trabalhar sobre uma respiração comum.

Poderá haver um prolongamento: uma criança é colocada diante do grupo e representar assim, o pólo de atracção para o qual o balão dirigível se dirigirá. Deste modo, cada uma poderá ter um olhar crítico e compreender melhor o seu investimento quando estiver no balão.

 

 

As casas

 

Objectivos:

  Desenvolver a atenção e a capacidade de observação

  Dominar o espaço

  Promover o respeito pelos outros

 

 

Materiais:

Giz

 

Desenvolvimento:

Antes do início do jogo, marcar com giz as “casas”, em número igual ao número de crianças, que vão ser as “donas de casa”.

Inicia-se o jogo: as donas de casa vão imaginar que andam no mercado, passeando à vontade, até que começa a chover (representada pelo toque do pandeiro, que a educadora terá na mão). Todas terão de se abrigar, inclusive a educadora, no entanto haverá uma que ficará de fora. Vai ser essa criança que passa a dirigir o jogo (executa o toque de pandeiro) até que outra fique de fora.

 

 

 In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por olharovazio às 16:15
Domingo, 10 / 04 / 11

Vamos fingir que somos animais

 

Objectivos:

  • Desenvolver a imaginação
  • Desenvolver a linguagem verbal
  • Desenvolver a capacidade dramática (representando o que é pedido)

Materiais:

  • Cartões com imagens de diversos animais (girafa, hipopótamo, etc). Deverá haver um cartão para cada uma das crianças.

Desenvolvimento:

Os cartões são dispostos em cima de uma mesa, com a imagem voltada para baixo. As crianças estão em pé, dispersas pela sala. O educador chama uma das crianças para tirar um cartão, mostrando-o depois às outras crianças. Conversa com as crianças sobre o animal em questão e em seguida pede-lhes que dramatizem o animal, da forma que quiserem. O jogo termina quando todos os cartões foram mostrados e todas as crianças participaram na selecção do mesmo.

sinto-me:
publicado por olharovazio às 14:33
Segunda-feira, 24 / 01 / 11

O jogo e a criança

Existe uma estreita ligação entre o jogo, a criança e o que o teatro lhe oferece. Na verdade, para ela, o jogo (ou a representação) é:

 

  1. Uma necessidade que contribuí para o seu desenvolvimento físico, para uma melhoria do seu desempenho motor, e para o conhecimento que deve ter das suas próprias possibilidades físicas e do seu esquema corporal.
  2. Um meio de expressão que favorece o desenvolvimento intelectual e cultural (saberes, desenvolvimento crítico) e a definição das estruturas mentais.
  3. Um prazer que facilita o desenvolvimento social, as relações interindividuais, a sociabilidade, a partilha, a dissipação do egocentrismo.
  4. Uma motivação que permite o seu desenvolvimento afectivo, a formação e a afirmação de si (o conhecimento da sua própria sensibilidade e da dos outros).

O jogo dramático capaz de proporcionar estes quatro factores corresponde, assim, a uma efectiva educação da criança, na medida em que lhe ensina:

 

  • O espaço e os espaços: o nosso espaço quotidiano e os que se inscrevem fora do nosso quotidiano.
  • O conhecimento do seu próprio corpo: fazendo com que ele se torne o instrumento pelo qual passará toda a criatividade.
  • A trabalhar o seu imaginário
  • A escutar, a aceitar "criar o vazio" em si e à sua volta, a aprender a estar atento para que se possa escutar a si e aos outros.
  • O rigor, porque são eliminadas as ideias feitas de que a arte nasce da dor ou da fantasia.
  • A exprimir o vivido e a desenvolver a sensibilidade. A aceitar e a partilhar as emoções.
  • O colectivo. Aceitar que no grupo cada indivíduo possa exprimir-se tal qual é, deixando os outros exprimir-se tal como são e, a partir disso, procurar realizar uma expressão comum.
  • A partilha. Dar e receber como actos de alegria e amor.
  • A humildade. Todos são iguais perante o acto teatral, porque no teatro não há boa ou má pessoa.
  • A arriscar. Porque o teatro não é uma pedagogia do modelo, mas um trabalho de criação que se inscreve na proposta concreta e no risco.

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-Escola

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:05
Segunda-feira, 10 / 01 / 11

O teatro e a criança

 

A criança e a sua percepção do mundo: o teatro e a realidade

 

A criança capta a realidade como um mundo onde tudo se confunde, como um mundo à sua imagem, pois é incapaz de ir para além do seu ponto de vista. Ao contrário do adulto, tem dificuldade em "desligar-se" do seu meio, quando fala só fala acerca da sua pessoa. A criança é, portanto, egocêntrica porque, numa fase inicial, vive o seu meio biologicamente, afectivamente, mas não o conhece realmente. Por isso, o teatro vai auxiliá-la na tomada de consciência de si própria, fazendo-a viver, descobrir, conhecer e dominar o mundo exterior.

A criança não distingue a aparência da realidade, o seu realismo intelectual é tal qual ela o imagina, ao invés de ser tal como o vê. O seu realismo perceptivo torna-a ainda pouco capacitada para distinguir o real do imaginário. Através da representação teatral, a criança tomará consciência desta diferença (real/imaginário). Num momento de expressão dramática, o imaginário será real, mesmo sendo apenas durante aquele período de tempo, o que vai de certo modo de encontro ao tipo de percepção real/imaginário da criança: quando represento o papel de Cinderela, sou a Cinderela.

A criança tomará consciência do retorno à realidade, por isso sofrerá uma evolução psicológica: depois do momento teatral, ao deixar de ser a CInderela ou o princípe.

 

In: Jogos de Expressão Dramática na Pré-escola

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:32
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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