Aldeia dos Pequeninos

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Terça-feira, 05 / 07 / 11

Desidratação na criança (sinais de alarme)

 

(imagem retirada da net)

 

Pode ser causada (principalmente) por doenças como a gastroenterite aguda, onde ocorrem vómitos e diarreia.

  • Polidipsia (sede)
  • Urina concentrada
  • Pele seca - prega cutânea
  • Mucosa oral seca
  • Olhos encovados
  • Choro sem lágrima 

In: Apontamentos de Saúde Infantil

sinto-me:
publicado por olharovazio às 22:22
Domingo, 01 / 05 / 11

Intolerâncias alimentares

 

(imagem retirada da net)

 

A intolerância alimentar é uma reacção adversa a um alimento desencadeada por um alimento ou ingrediente. Não envolve o sistema imunitário. A reacção é causada pela má digestão/absorção de um alimento específico ou ingrediente presente num dado alimento.

 

Causas:

São várias: libertação de histamina, que produz sintomas semelhantes aos de uma alergia: carência de enzimas responsáveis pela digestão de determinados alimentos, consumo excessivo de alimentos ricos em substâncias com efeitos farmacológicos (cafeína, histamina, tiramina, triptamina ou serotonina) ou reacção adversa aos aditivos presentes em alimentos processados.

 

Sintomas:

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, tornando-se em alguns casos mesmo impossível de definir qual o ingrediente do alimento que provocou a reacção alérgica. Os sintomas de intolerância alimentar podem ser confundidos com os de uma alergia alimentar. Se o sistema digestivo não puder tolerar certos alimentos, o resultado pode ser uma perturbação gastrointestinal, gases, náuseas, diarreia e outros problemas. É imprtante consultar um médico para determinar a avaliar o grau e as causas de uma reacção alérgica a determinado alimento.

 

Tratamento:

Em primeiro lugar, é necessário identificar o alimento ou alimentos que provocam a intolerância. Depois disto, basta eliminá-los da dieta habitual.

 

Tipos mais comuns:

As intolerãncias mais comuns são as que dizem respeito aos hidratos de carbono, nomeadamente à lactose, glucose, galactose e sacarose. No entanto, a intolerância ao glúten também é muito comum. Outros tipos de intolerâncias incluem a intolerância ao álcool, a certos tipos de fibras e aditivos alimentares, tais como os intensificadores de sabor ou conservantes (sulfito) aplicados nos alimentos.

 

Intolerância à lactose:

A intolerância à lactose é a intolerância alimentar mais comum. as pessoas afectadas por ela não têm quantidade suficientes da enzima lactase, que digere o açúcar do leite, a lactose.

Os sintomas (Cólicas, gases, diarreia) desta intolerância manifestam-se 30 minutos a 2 horas após a ingestão de alimentos com lactose. Algumas causas são bem conhecidas, tais como certas doenças digestivas e lesões no intestino delgado, que podem reduzir a quantidade da enzima lactase.

Algumas crianças nascem sem a capacidade de produzir a lactase. No caso de crianças alimentadas com leite materno, o aleitamento deve ser mantido durante o máximo de tempo possível. No caso de crianças alimentadas com fórmulas contendo leite de vaca, esta deve ser substituída por fórmulas especiais com redução de lactose. Se a criança já bebe leite de vaca ou derivados do leite, estes devem ser retirados da alimentação.

Para a maioria das pessoas, a deficiência de lactase é algo que se desenvolve naturlamente com o tempo. Crianças mais velhas e a maioria dos adultos podem não precisar de uma dieta tão severa e alguns conseguem mesmo tolerar pequenas porções de lactose. Por exemplo, alguns toleram iogurte, outros não.

 

Intolerância à glucose e à galactose:

Provoca os mesmos sintomas e é tratada da mesma maneira que a intolerância à lactose, mas não existe deficiência enzimática. Estes açúcares não são absorvidos.

 

Intolerância à sacarose:

Esta intolerância é muito mais rara que a intolerância à lactose e é causada por uma deficiência na enzima sacarase.

 

In: Revista Certa

 

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por olharovazio às 19:22
Quinta-feira, 10 / 02 / 11

Metodologia dos "Touchpoints" de Brazelton

 

O que são?

- Representam períodos de vulnerabilidade para os pais
- São oportunidades para a entrada no sistema familiar, prevenindo o stress dos pais e antecipando problemas.
- Constituem um reforço das forças familiares, que se reafirma como sistema no próprio Desenvolvimento da Criança.

 

1º PONTO de REFERÊNCIA: Consulta Pré-Natal
- Idealmente aos 7 meses, com ambos os futuros Pais
- Bebé sonhado - expectativas
- Partilha de ansiedade e medos - preocupações
- Dúvidas e perguntas universais
- Preparação para o nascimento
- Peito vs Biberão
- Pediatra como advogado do bebé

 

2º PONTO de REFERÊNCIA: Recém Nascido
- Revelação das competências do bebé e sensibilização dos pais para o seu repertório comportamental; características individuais
- Recém-pais : ansiedade, re-organização dinâmica familiar
A vinculação tem 1 “timing” individual

 

3º PONTO de REFERÊNCIA: 1 semana
-Pais: felicidade vs ansiedade ( benefício / malefício)
- Vinculação pais-bebé, Identificação de parecenças com a família
-Aquisição de rotinas dos cuidados do bebé
-Reforço e aconselhamento sobre aleitamento
- Identificação dos choros (dor, fome,desconforto, fadiga, aborrecimento, descarga emocional) e mecanismos de auto-compensação

 

4º PONTO de REFERÊNCIA: 3 semanas
- Comunicação entre o bebé e o cuidador (tocar, balançar) sincronia com o comportamento do bebé
- Compreensão pelos recém-pais dos estádios de comportamento do bebé (forma de linguagem)
- Esclarecer sobre a possibilidade de período de cólicas e rabugice / agitação (entre as 3 e 12 sem. período de agitação diário, ao final do dia, com agitação prévia  sobrecarga do S.N. imaturo, reorganização para próximas 24 horas
- Pais exaustos: típica mãe mal-arranjada / bebé “lindo”
- Eventual depressão materna pós-parto
- Problemas alimentares
- Sono: padrões de sono + predictíveis (EEG mais maduro), adaptação dos cuidadores ao padrão de sono

 

5º PONTO de REFERÊNCIA: 6 - 8 semanas
-Comunicação com o bebé: sorriso, riso, “palrar” – resposta diferenciada às brincadeiras do Pai/Mãe
- Temperamento do bebé e adaptação dos pais
- Identificação do tipo de choro
- Regime alimentar
- Rabugice / cólicas
- Padrões de sono / alerta mais predictiveis
- Capacidades motoras
- Capacidades cognitivas

 

 

 

6º PONTO de REFERÊNCIA: 4 meses
-Diversificação Alimentar: refeição como espaço de comunicação
- Sono : aprendizagem da autonomia; explicação dos ciclos do sono; rituais de adormecimento
- Aumento do interesse no ambiente, novas aquisições psico-motoras (tónus cefálico)
- Pais: pico do “love-affair” com o bebé – EXCELENTE SINAL DE VINCULAÇÃO

 

7º PONTO de REFERÊNCIA: 7 meses
- Surto de interesse no ambiente
- Actividade manipulativa marcada (grande actividade motora)
- Comunicação ( linguagem) e aprendizagem aumentadas
- Inicio da reacção ao estranho
- Características temperamentais
- Sono: eventualidade da disrupção

 

8º PONTO de REFERÊNCIA: 9 meses
- Disciplina: o “não” – consciência do proibido
- Aumento da motricidade, pinça como autonomia, visão do mundo de pé
- Regressão do sono --> Rituais de adormecer
- Objecto de transição
- Diminuição do apetite - perda do apetite fisiológica - Movimento como grande objectivo
- Noção da permanência do objecto
- Auto-estima

 

9º PONTO de REFERÊNCIA: 12 meses
- Aumento da independência: aumento da mobilidade, Inicio da autonomia
- Linguagem: + compreensiva/expressiva ( 1-2 palavras)
- Aprendizagem da separação, explicar à criança que voltamos; protesto é saudável (angustia da separação)
- Reacção ao estranho
- Negativismo (caminho da independência)
- Birras (inicio: pico aos 2-3 anos)

 

10º PONTO de REFERÊNCIA: 15 meses
-Sono: dorme toda a noite
- Angústia da separação
- Vinculação pai ≠ mãe
- Diferenças individuais: aceitação pelos pais da criança e não tentarem modelar a criança ideal

 

11º PONTO de REFERÊNCIA: 18 meses
- Negativismo/Cooperação (2 faces da mesma moeda)
- Disciplina: exploração pela criança dos diferentes limites de tolerância (pais, avós, outros)
- Sono e rituais: história, objecto de transição
- Separação
- Aprendizagem e jogo (jogo paralelo - imitação)
- Auto-imagem, exploração do corpo

 

12º PONTO de REFERÊNCIA: 2 anos
- Jogo imitativo, Jogo simbólico
- Sentido de finalidade e de causalidade
- Grande aumento da linguagem
- Sono: pode iniciar-se terrores nocturnos
- Adormecer: monólogos, com associação de acontecimentos ocorridos durante o dia
- Negativismo/Agressão/Espasmos de afecto
- Tarefas domésticas
- Atenção à TV (não é uma baby-sitter)

 

13º PONTO de REFERÊNCIA: 18 meses
- Aprendizagem dos hábitos de higiene --> Controlo dos esfíncteres
- Medos e fobias (atenção à TV)
- Imaginação e fantasia (amigo imaginário da criança única)
- Relação com outras crianças
- Entrada no Jardim de Infância

 

In: Apontamentos de Saúde Infantil

sinto-me:
publicado por olharovazio às 20:42
Domingo, 02 / 01 / 11

Gripe

 

 

 

 

Definição:


Infecção viral altamente contagiosa

 

Incidência:
Todos as idades, = ♂e♀
Mais frequente em crianças
Novembro --> Abril

 

Etiologia (causas):
Vírus Influenza

 

Como se transmite:
Transmissão por via aérea, pessoa - pessoa
- partículas virais nas gotículas respiratórias
disseminadas pela tosse ou espirro


Contagiosidade:
1 dia antes dos sintomas --> remissão dos sintomas
Surtos / Epidemia

 

Sinais e Sintomas:
- Febre

- Astenia

- Otalgia (dor de ouvidos)
- Arrepios de frio

- Tontura

- Fraqueza
- Cefaleias

- Tosse

- Vómitos
- Mialgias(dores musculares)

- Odinofagia(dor de garganta)

- Náuseas
- Anorexia (falta de apetite)

- Rinorreia ("nariz a pingar")

- Diarreia


Prevenção:
Vacina da Gripe (cobertura de apenas alguns vírus)
Vacina inactivada, Intramuscular, actualização anual
Setembro – meados de Novembro
menos 80% de infecções por Gripe
Em gripes por vírus não cobertos pela vacina
diminuição da intensidade da sintomatologia

 

Sobre a vacina da gripe:

 

Em 2007/2008
…a DGS recomenda a vacinação aos seguintes grupos populacionais:
- Pessoas com alto risco de desenvolver complicações pós-infecção gripal
- Idade igual ou superior a 65 anos, particularmente se residentes em lares ou outras
instituições;
- Residentes ou internados por períodos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de
saúde (por exemplo, deficientes, utentes de centros de reabilitação), com mais de 6 meses;
- Grávidas que, em Outubro, estejam no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, para
protecção da mãe durante a gravidez e para proteger os bebés durante os primeiros meses de
vida;
- Doentes com idade superior a 6 meses que apresentem doenças crónicas cardiovasculares,
pulmonares, renais, hepáticas, hematológicas, metabólicas, neuromusculares ou imunitárias.
- Pessoas com probabilidade acrescida de transmitir o vírus aos grupos acima referidos
- Pessoal dos serviços de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados e com contacto
directo com esses grupos de pessoas;
- Coabitantes de crianças com menos de 6 meses de idade e risco elevado de desenvolver
complicações.
- Profissionais que possam vir a estar envolvidos em operações de abate sanitário de aves potencialmente
infectadas com vírus da gripe aviária.

 

 

Complicações:
- Pneumonia
- outras complicações fatais


Outras Medidas de Prevenção:
- Lavagem das mãos, especialmente após assoar
- Tapar o nariz e boca ao espirrar e tossir
- Não partilhar louça, talheres, toalhas
- Não manipular lenços de outras pessoas
-Evicção escolar durante a gripe


Tratamento:
- Raramente necessitam de tratamento especifíco
- Hidratação oral
- Repouso
- Paracetamol, Ibuprofeno
- Vestir em camadas (alternância de frio e calor)
- Crianças com doenças crónicas --> Gripe com critérios de gravidade --> Antiviral, Internamento

 

In: Apontamentos de Saúde Infantil

sinto-me:
publicado por olharovazio às 18:33
Sábado, 11 / 12 / 10

Varicela

 

 

 

  • Vírus varicela-zoster
  • Mais frequente entre os 2 e os 8 anos
  • Pode ocorrer todo o ano
  • Transmissão por via área e por contacto directo
  • Período de incubação: 2 semanas
  • Exantema (marcas no corpo) composto por máculas,pápulas,vesículas e crostas
  • Existem lesões em diferentes estádios
  • Atinge quase sempre o couro cabeludo e as mucosas
  • Na criança a evolução é geralmente benigna
  • Não necessita de tratamento com aciclovir a não ser nos imunodeprimidos, adolescentes, adultos, contágio intrafamiliar ou alterações do estado geral

In: Apontamentos de Saúde Infantil

sinto-me:
publicado por olharovazio às 21:44
Terça-feira, 07 / 12 / 10

Gastroenterite aguda (GEA)

 

O que é?

Inflamação do tracto gastro-intestinal

 

Etiologia (causas):


Infecções Virais – GEA Viral - tem grande contagiosidade (contexto familiar e escolar)
Bacterianas
Parasitárias


Vias de contágio:


Alimentos (marisco)
Água contaminada
Contacto com pessoa infectada
Condições de higiene precárias

 

Sintomas:


Dor abdominal (tipo cólica)
Náuseas
Vómitos
Febre
Recusa alimentar
Perda de peso (desidratação)
Sudação excessiva (transpiração excessiva)
Mialgias, Rigidez articular (dores musculares e nos ossos)
Dejecções diarreícas
Incontinência fecal
(diminui consistência das fezes, rectite)

 

Pode levar a um estado de desidratação:

Sintomas:

Polidipsia (grande sensação de sede)
Urina concentrada
Pele seca – prega cutânea (ao pegar num pouco de pele, o acto de voltar a soltar a pele, deixa uma prega na pele)
Mucosa oral seca
Olhos encovados
Fraldas secas
Chôro sem lágrimas

 

Grupos de Risco:
Crianças (sistema imunitário imaturo)
Crianças no Infantário ou escola
Contactos de indivíduos com GEA
Estudantes a viver em residências
Profissionais de Saúde
Pessoal Militar
Viajantes
Imunodeprimidos


Como prevenir:
-Lavagem das mãos frequente, após ida ao WC e antes de manipular alimentos
-Limpeza e desinfecção das superfícies das cozinhas
-Afastar alimentos consumidos crús da carne e ovos
-Lavagem cuidadosa de frutas e vegetais
-Consumo de água engarrafada, se água da rede pública não potável
- Vacina oral contra Rotavírus
-Aleitamento Materno (13 semanas)

 

Como se trata:
Terapêutica Sintomática
-Reposição de fluídos e electrólitos
(água, chá, soros de rehidratação oral, Coca-Cola sem gás)


-Se Desidratação grave ou Via Oral Indisponível -> Internamento -> Hidratação e
reposição de electrolíticos endo-venosa


- Probióticos  -> Reposição da flora intestinal normal


- Analgésico / Antipirético


-Dieta anti-diarreíca (água de arroz e cenoura, fruta cozida sem casca; restrição
de gorduras, alimentos com fibra, leite)


- Lactentes: Fórmula sem lactose


-Na maioria das gastroenterites, em doentes imunocompetentes, o próprio
sistema imunitário “extermina” a GEA


- Raramente Antibióticos (GEA prolongada, grupos de risco) e apenas se for de
causa bacteriana

 

in: Apontamentos de Saúde Infantil

sinto-me:
publicado por olharovazio às 16:58
Terça-feira, 07 / 12 / 10

Novo tema do blog - Saúde Infantil

Decidi incorporar no blog o tema da Saúde Infantil. A partir deste tema, irão ser relatadas algumas das doenças mais comuns entre as crianças, os seus sintomas, o tratamento, etc.

Serão referidos também temas como perturbações do desenvolvimento, alimentação infantil, entre outros.

 

Espero que vos seja útil.

sinto-me:
publicado por olharovazio às 16:54
"A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces." ( Aristóteles )

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